- Portugal regista uma sequência de trinta dias com mortalidade acima do esperado, agravada a partir do início de janeiro, com 540 óbitos num único dia (2 de janeiro) e erro (excesso) de 52%.
- Na última semana de 2025, Portugal foi o único país europeu a apresentar excesso de mortalidade segundo a plataforma EuroMOMO, segundo dados citados pelo Expresso.
- As autoridades explicam o fenómeno como resultado de temperaturas baixas combinadas com a epidemia de gripe, que atingiu nível epidémico no final de novembro, e da transmissão acelerar-se para grupos etários mais velhos.
- A gripe sazonal, especialmente o subtipo H3N1, e as baixas temperaturas contribuíram para o aumento de mortes por doenças crónicas, sobretudo respiratórias e cardiovasculares, com maiores impactos no Alentejo e no Algarve.
- Em 2025, Portugal registou 122 mil mortes, acima das 116 mil de 2024, com dezembro a apresentar números acima do normal.
Portugal registou 30 dias consecutivos de mortalidade acima do esperado, com o início de 2026 marcado por mais de 500 óbitos diários. No dia 2 de janeiro foram contabilizados 540 óbitos, representando um excesso de mortalidade de 52% face ao esperado para aquela data.
Na última semana de 2025, Portugal foi o único país europeu a indicar excesso de mortalidade, segundo dados da EuroMOMO, plataforma que monitoriza a mortalidade no continente. O Expresso cita estes dados para sustentar a leitura de um pior desempenho relativo no conjunto da Europa.
Explicações oficiais
A DGS e o INSA apontam como fatores o frio extremo e a gripe sazional em fase epidémica. O excesso de mortalidade manteve-se desde a primeira semana de dezembro, com uma elevação de cerca de 22% face à mortalidade esperada para aquele período do ano. A epidemia gripal atingiu um nível epidémico no final de novembro.
Os técnicos explicam que a gripe se iniciou mais cedo em 2025 e deslocou-se rapidamente para grupos etários mais velhos, os mais vulneráveis. O subtipo H3N1 contribuiu para o aumento da mortalidade, associado à transmissão acelerada entre idosos.
As temperaturas baixas no fim de 2025 agravaram doenças crónicas, com impacto especial em doenças respiratórias e cardiovasculares. As regiões do Alentejo e do Algarve registaram os maiores excessos proporcionais de mortalidade, influenciados por fatores demográficos e socioeconómicos.
Em 2025, Portugal somou 122 mil óbitos, acima dos 116 mil de 2024, com dezembro a destacar-se pelos números superiores ao normal. Especialistas citados pelo Expresso apontam que o prolongamento deste cenário não surpreende, dada a estirpe gripal em circulação, o envelhecimento populacional e vulnerabilidades sociais que amplificam riscos em ondas de frio.
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