- O governo do estado de Lagos abriu uma investigação completa, independente e transparente sobre a morte do filho de Chimamanda Ngozi Adichie, após alegações de negligência médica num hospital privado.
- A morte ocorreu na véspera da transferência para o hospital Johns Hopkins, em Baltimore, nos Estados Unidos, para tratamento adicional.
- A escritora disse, em mensagens divulgadas, que poderá ter ocorrido uma sobredosagem de sedativo por parte de um anestesista durante a realização de uma ressonância magnética; o hospital Euracare nega negligência e afirma que a criança chegou em estado crítico.
- A agência reguladora vai colaborar com o Conselho Médico e Dentário da Nigéria e outros órgãos para rever protocolos clínicos, conduta profissional, segurança dos pacientes e responsabilidades, com as conclusões a serem tornadas públicas.
- A Sociedade Nigeriana de Anestesiologistas quer integrar a equipa de investigação, sugerindo a inclusão de um anestesista sénior para acompanhar o inquérito.
O governo do estado de Lagos, na Nigéria, abriu uma investigação às circunstâncias da morte de Nkanu, filho de Chimamanda Ngozi Adichie, ocorrida na semana passada num hospital privado da capital. A criança tinha 21 meses e faleceu após uma infeção não especificada, na véspera da transferência para os Estados Unidos.
A escritora acusou publicamente o hospital Euracare de negligência médica, após mensagens partilhadas numa conversa de família terem sido tornadas públicas. A autora também indicou que a morte pode ter resultado de uma sobredosagem de sedativo durante a preparação para uma ressonância magnética.
Nkanu tinha chegado ao hospital numa condição crítica e destinava-se a ser transferido para o Johns Hopkins, em Baltimore, para tratamento adicional. A família confirmou a autenticidade das mensagens, que apontavam para uma dose excessiva de Propofol administrada pelo anestesista.
Investigação do Governo
O Governador Babajide Sanwo-Olu ordenou uma investigação completa, independente e transparente sobre o incidente, a realizar pela Agência de Monitorização e Acreditação de Instituições de Saúde. A investigação envolve a reviewed dos protocolos clínicos, conduta profissional e segurança do paciente.
A Agência já recolheu informações junto das instalações médicas. O objetivo é apresentar conclusões públicas e identificar eventuais responsabilidades, assegurando alinhamento com normas regulatórias nacionais.
Reações e participação de entidades
A Euracare afirmou que o menino chegou em estado crítico e rejeitou a ideia de negligência. A entidade indicou que decorre uma investigação interna sobre o caso e que irá colaborar com as autoridades.
A Sociedade Nigeriana de Anestesiologistas manifestou vontade de participar no inquérito, sugerindo a cooptação de um anestesista sénior para o painel. O objetivo é avaliar o procedimento durante a ressonância magnética.
Desdobramentos previstos
As autoridades indicaram que vão manter o processo sob escrutínio público, com cooperação do Conselho Médico e Dentário da Nigéria e outros reguladores. As conclusões serão tornadas públicas assim que o processo terminar, para promover transparência e responsabilidade pública.
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