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Lobby contínuo da indústria das substâncias químicas eternas

Um ano após as revelações, a UE avança com desregulamentação que pode reduzir a proibição dos PFAS e manter a contaminação

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  • Passou um ano desde as revelações do Forever Lobbying Project sobre os PFAS, que se mantêm na comida, água, solo e até no corpo humano.
  • A União Europeia continua a debater uma proibição ampla dos PFAS, mas, 12 meses depois, o processo parece enfraquecido e o lobby da indústria ganha terreno.
  • Os PFAS estão ligados a riscos como cancro nos rins e testículos, doenças da tiróide, danos no fígado e perturbações hormonais; são encontrados em rios portugueses e em frutos e vegetais locais.
  • Risco de desregulamentação na UE ameaça a proibição: cortes em normas de saúde, ambiente e direitos dos trabalhadores, com foco excessivo em usos de consumo que pode deixar outras fontes de contaminação.
  • A ECHA anunciou excluir oito setores da avaliação; cinco países que iniciaram a proibição — e que produzem PFAS para exportação — sugerem arguments de controlo, abrindo brechas para a regulação original.

O fosso entre promessa e ação em torno dos PFAS continua a crescer. Um ano após o Forever Lobbying Project expor a influência da indústria, a União Europeia parece ter atenuado a sua estratégia de proibição. O objetivo de banir os PFAS permanece, porém mais longe.

As evidências sobre os efeitos nocivos dos PFAS aumentam. Associam-se a cancro renal e testicular, disfunções da tiróide e danos ao fígado. Grupos vulneráveis, como crianças e gestantes, permanecem em risco, mesmo com medidas preventivas.

A contaminação não é apenas terrestre. Pesquisas indicam PFAS em rios de Portugal e resíduos em frutas e legumes. Lideranças europeias também foram afetadas, com alguns políticos testando positivo numa altura recente.

A resposta regulatória da UE enfrenta várias ameaças. A desregulamentação em curso pode reduzir o alcance da proibição, ainda que Bruxelas mantenha o compromisso com o controlo de PFAS para consumidores. A cada passo, surgem ajustes no texto da proposta.

Desregulamentação a varrer a política de PFAS

A capital comunitária vê leis de saúde, ambiente e trabalho sob pressão de listas de regras a desmantelar. O lobby corporativo obtém acolhimento entre decisores, com impactos na proposta de proibição dos PFAS.

Recuos na avaliação técnica pela ECHA

A ECHA anunciou a exclusão de oito setores da avaliação de PFAS, numa decisão fortemente criticada por entidades ambientais. A medida surge num contexto de intenso lobby por isenções à proibição.

Alguns países que iniciaram a proposta de proibição sinalizam tolerâncias condicionais, como emissões controladas, mantendo a produção europeia para exportação. Estas opções fragilizam o núcleo da proibição pretendida.

A continuação da pressão corporativa, associada às revelações do Forever Lobbying Project, alimenta dúvidas sobre a integridade regulatória. Políticos deverão equilibrar argumentos ambientais, económicos e de saúde pública para avançar com uma proibição mais robusta.

Este cenário reforça a necessidade de agir com base em evidências sólidas, evitando desresponsabilização da indústria. A meta permanece: impedir que os compostos “químicos eternos” continuem a circular pelo ambiente e pelo corpo humano.

As autoras escrevem segundo o Acordo Ortográfico de 1990

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