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Associação contesta falhas na Margem Sul em reforço de ambulâncias no Lumiar

ANTEM questiona a alocação de quatro ambulâncias da Liga dos Bombeiros no Lumiar, dizendo que aumenta tempos de resposta e ignora a falta de meios na margem sul

A ANTEM tem várias dúvidas sobre a forma como estes meios serão accionados e geridos
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  • A Liga dos Bombeiros Portugueses criou uma task-force de quatro ambulâncias para este fim-de-semana, com as viaturas sedeadas na sua sede, no Lumiar.
  • A ANTEM contesta a decisão, questionando por que haver ambulâncias concentradas no Lumiar quando a falta de meios ocorre na margem sul do Tejo.
  • A associação afirma que a medida pode agravar os tempos de resposta e prejudicar as populações a servir.
  • A LB P informou que haverá um comandante em permanência a coordenar as operações no CAASO (Centro de Acompanhamento e Apoio à Situação Operacional), enquanto a ANTEM diz que esse acesso a sistemas é reservado a entidades competentes.
  • Esta semana ocorreram mortes na região do Seixal, Sesimbra e Tavira, com o INEM a justificar a indisponibilidade de meios e retenção de macas nos hospitais.

A ANTEM questiona a criação de uma task-force de quatro ambulâncias da Liga dos Bombeiros Portugueses, anunciada para este fim-de-semana, com as viaturas a funcionar a partir da sede da Liga no Lumiar. A associação critica a opção e teme impactos nos tempos de resposta.

A reclamação da ANTEM surge num contexto de relatos de falhas na resposta a socorros. Esta semana morreram pelo menos três pessoas na sequência de atrasos no Seixal, em Sesimbra e em Tavira, alegadamente devido a limitações de meios.

A Liga dos Bombeiros Portugueses anunciou a iniciativa na sexta-feira: ambulâncias de Ajuda, Cabo Ruivo, Camarate e Cascais irão prestar socorro pré-hospitalar entre as 8h e as 20h, com as viaturas sediadas na sede da Liga, a cerca de 30 minutos de localidades como o Hospital Garcia de Orta, em Almada.

Controvérsia sobre o comando e a gestão operacional

A ANTEM questiona como serão acionadas e geridas as viaturas, lembrando que a Liga é uma confederação de associações humanitárias e não possui corpo operacional autónomo. Sustenta que não lhe compete coordenar a atividade no terreno.

A Liga indicou ter um comandante em permanência a coordenar as operações no CAASO, o Centro de Acompanhamento e Apoio à Situação Operacional. A ANTEM discorda, dizendo que esse modelo exige acesso a sistemas de comunicações operacionais e informação sensível, reservada a entidades competentes legalmente.

Contexto do serviço de emergência e dados de indisponibilidade

A ANTEM antecipa dúvidas sobre a legalidade e a transparência deste modelo, solicitando clarificações formais em cumprimento do enquadramento legal vigente. Pretende manter a segurança do sistema de emergência médica e a confiança pública.

O INEM já tinha apontado falhas de meios para responder atempadamente a pedidos de socorro. Dados do ano anterior indicam mais de 9 mil horas de viaturas médicas inoperacionais, com a falta de tripulação a principal justificação histórica. O STEPH também alertou para o risco de falta de ambulâncias e sugeriu reforçar as macas nos hospitais.

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