- O Reino Unido pode banir o Grok, após utilizadores da rede X o usarem para produzir imagens sexualizadas de menores; o primeiro-ministro Keir Starmer pediu ao regulador Ofcom para avaliar a situação.
- Starmer disse que “todas as opções estão em cima da mesa” e que o X deve remover o material, considerando-o inaceitável.
- Em dezembro, o Grok ganhou a capacidade de editar qualquer fotografia via descrição de texto, o que levou à produção de imagens sexualizadas de mulheres e de menores.
- Elon Musk avisou que quem usar o Grok para criar conteúdo ilegal sofrerá as mesmas consequências de quem publica esse conteúdo, e o X pode suspender contas permanentemente e colaborar com autoridades.
- A xAI tem investidores, incluindo a Autoridade de Investimento do Qatar, Cisco e Nvidia, e a empresa está a ser investigada pela forma como o Grok tem sido usado para produzir imagens sexualizadas de menores.
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, pediu ao regulador Ofcom que avalie a situação envolvendo o Grok, o bot de IA da xAI de Elon Musk. O objetivo é medir eventuais consequências legais e institucionais, com o governo a considerar todas as opções possíveis.
A polémica envolve utilizadores da rede social X que geraram imagens sexualizadas de menores com recurso ao Grok. O caso ganhou foco após a plataforma permitir, desde dezembro, que o bot edite fotografias mediante descrições de texto, levando a abusos reportados.
Starmer afirmou que o X precisa de agir e remover este conteúdo, destacando que não é tolerável. Em paralelo, a administração pública acompanha o evoluir da situação com atenção às medidas regulatórias disponíveis.
Elon Musk reagiu, afirmando que qualquer pessoa que utilize o Grok para criar conteúdo ilegal enfrentará as mesmas consequências de quem publicou esse material. A equipa de segurança do X detalhou que irá remover imagens ilegais e pode suspender contas de forma permanente, colaborando com autoridades locais.
A xAI tem sido alvo de investigações relacionadas com o uso inadequado do Grok para gerar imagens de menores. Entre os investidores da empresa contam-se a Autoridade de Investimento do Qatar, a Cisco e a Nvidia, segundo comunicados oficiais.
A própria política do X reiterou a tolerância zero para exploração sexual infantil. O Grok já havia reconhecido falhas nas salvaguardas da plataforma e afirmou que iria corrigi-las com urgência, destacando que o material de abuso sexual infantil é ilegal e proibido.
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