- Ataque dos EUA à Venezuela deixa pelo menos 100 mortos e um número semelhante de feridos, e levou à captura de Nicolás Maduro, anunciada pelo ministro do Interior, Diosdado Cabello.
- Forças armadas venezuelanas divulgaram vídeos de funerais de militares; a AFP cita um civil, um miliciano e 23 militares venezuelanos mortos, além de 32 cubanos, número também confirmado por Cuba.
- Miguel Díaz-Canel disse nas redes sociais que os militares cubanos cumpriam missões em Caracas a pedido de órgãos homólogos venezuelanos.
- Os EUA irão governar o país até se concluir uma transição de poder; Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina com o apoio das Forças Armadas.
- Maduro e a esposa falaram num tribunal de Nova Iorque sobre acusações de tráfico de droga, corrupção e branqueamento de capitais, declarando-se inocentes; próxima audiência em 17 de março.
Pelo menos 100 pessoas morreram na sequência de um ataque dos EUA à Venezuela, que culminou na captura do Presidente Nicolás Maduro, segundo o ministro do Interior venezuelano, Diosdado Cabello. O governante descreveu o ataque como “terrível” na televisão pública.
Cabello confirmou ferimentos em Cilia Flores, esposa de Maduro, atingida na cabeça e golpeada no corpo, e indicou que o irmão de Maduro ficou ferido numa perna. Acrescentou que ambos estão a recuperar.
As Forças Armadas venezuelanas divulgaram vídeos do funeral de militares falecidos, com familiares a chorar e caixões cobertos com bandeiras nacionais, em discursos que enalteciam a coragem das tropas.
A agência AFP citou, sem balanço oficial, pelo menos um civil morto, um miliciano, 23 militares venezuelanos e 32 cubanos. No domingo, Havana indicou que 32 militares cubanos morreram em ações de combate.
O Presidente cubano Miguel Díaz-Canel disse, nas redes sociais, que os militares estavam em Caracas a pedido de órgãos homólogos do Brasil, sem detalhes adicionais sobre as circunstâncias.
Fontes venezuelanas, citadas pelo The New York Times, mencionaram que 80 pessoas teriam morrido na operação na Venezuela. O jornal descreveu o ataque como visando a gestão de transição do país.
Os EUA anunciaram, no sábado, o ataque para deter Maduro e a mulher, afirmando que vão governar o país até concluir a transição de poder. Não houve confirmação de números oficiais atualizados pelas autoridades venezuelanas.
Delcy Rodríguez, vice-presidente executiva de Maduro, assumiu a presidência interina com o apoio das Forças Armadas, conforme informações oficiais venezolanas. A situação passou a ser monitorizada pelos aliados regionais.
Maduro e Flores, na segunda-feira, prestaram declarações curtas num tribunal de Nova Iorque, a responder a acusações de tráfico de droga, corrupção e branqueamento de capitais. Ambos negaram as acusações; a próxima audiência está marcada para 17 de março.
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