- A Enfermeira Diretora da ULS Amadora-Sintra, Luísa Ximenez, apresentou a demissão, alegando a inexistência de condições para continuar no cargo, numa situação de crise na urgência geral do Hospital Fernando Fonseca.
- A demissão ocorre num contexto em que o Presidente do Conselho de Administração também se encontra demissionário há mais de dois meses, sem substituição assegurada.
- Mais de 100 enfermeiros do Serviço de Urgência Geral apresentaram escusas de responsabilidade, face à pressão assistencial e à demora na reembalagem de funcionários no CA.
- A ULS acusa a tutela pela demora na substituição dos membros do CA e pela falta de aprovação de um plano de reorganização do serviço de urgência, que já foi apresentado.
- O plano de reorganização prevê a criação de um Centro de Responsabilidade Integrado (CRI) para maior estabilidade das equipas, valorização dos profissionais e melhoria da segurança dos cuidados.
A Enfermeira Diretora da Unidade Local de Saúde (ULS) Amadora-Sintra apresentou a sua demissão, após a persistência da situação crítica na urgência Geral do Hospital Fernando Fonseca. Luísa Ximenez justificou a decisão pela inexistência de condições para continuar no cargo. A demissão foi anunciada pela ULS em comunicado.
Mais de 100 enfermeiros do Serviço de Urgência Geral também apresentaram escusas de responsabilidade, devido à pressão a que o serviço tem estado sujeito. A ULS aponta atrasos na substituição de membros do Conselho de Administração e a falta de aprovação de um plano de reorganização como fatores condicionantes.
A administração detalha que o Presidente do CA tem pedido, desde novembro, a substituição da tutela para garantir governabilidade, sem sucesso até ao momento. O serviço de Urgência tem registado dificuldades de funcionamento desde setembro de 2025, conforme a ULS.
Reestruturação e planos em curso
A ULS Amadora-Sintra refere que já foi apresentado à tutela um plano de reorganização estrutural do SUG, que aguarda aprovação. O documento prevê a criação de um Centro de Responsabilidade Integrado, para melhorar a estabilidade das equipas e o desempenho assistencial, bem como reforçar a segurança dos cuidados.
A instituição sublinha que a situação atual tem impactos na qualidade do atendimento, com atrasos na observação inicial de utentes em urgência. A tutela é acusada pela demora na validação do plano e pela falta de decisão sobre a substituição do CA.
Entre na conversa da comunidade