- O CTO da MEO, José Pedro Nascimento, analisa o estado do 5G em Portugal e o que muda com a adoção crescente da tecnologia, destacando a experiência do utilizador em toda a jornada.
- A ideia central é a “experiência 360°”: a conectividade é uma peça de uma experiência completa, que abrange adesão, suporte, utilização e gestão do contrato.
- A Web Summit é descrita como um teste de stress à infraestrutura nacional, com dezenas de milhares de pessoas a depender de redes móveis, fixas e Wi‑Fi; a operação envolve meses de planeamento e monitorização contínua.
- Em ambientações exigentes, o 5G já representa mais da metade das comunicações móveis num evento como a Web Summit, com a MEO a alcançar mais de 95% de cobertura nacional e a expandir a rede em mais de quarenta por cento num ano.
- No futuro, o 5G Standalone (SA) abrirá nova escala de desempenho e menor latência, potenciando indústrias como a indústria, saúde e mobilidade; a MEO aposta em oferta para empresas com cloud, segurança, serviços geridos e 5G privado, apoiada por IA para redes autónomas.
A sexta edição do podcast The Next Big Idea traz uma análise detalhada sobre o estado atual do 5G em Portugal, com foco na experiência do utilizador e na fiabilidade da rede. José Pedro Nascimento, CTO da MEO, explica que a conectividade já não é apenas velocidade ou cobertura, mas um elemento que integra toda a jornada do cliente.
Segundo o responsável, a visão da MEO é oferecer uma experiência 360°, em que a qualidade se verifica em todos os pontos de contacto com o cliente, desde a adesão ao serviço até ao suporte e à gestão do contrato. A conectividade eficaz precisa de acompanhar o restante ecossistema.
Web Summit como teste de stress e o salto do 5G em Portugal
No Web Summit, evento gravado para o episódio, dezenas de milhares de pessoas dependem de redes móveis, fixas e Wi-Fi para trabalhar e comunicar. Nascimento descreve o recinto como um teste de stress à infraestrutura nacional, que exige meses de planeamento e uma monitorização contínua.
Dados do último ano indicam que mais da metade das comunicações móveis no evento decorreram em 5G. A MEO já atingiu 95% de cobertura nacional e expandiu a rede em mais de 40% num único ano, conforme o CTO.
5G Standalone e impactos setoriais
O 5G Standalone (SA) está a chegar, libertando o 4G da dependência e abrindo caminho a latência menor e maior densidade de ligações. Esta evolução deve impulsionar setores como indústria, saúde, mobilidade e cidades inteligentes, com maior desempenho e eficiência.
MEO Empresas e inovação
A segunda parte do episódio foca a atuação da MEO no segmento empresarial, onde a conectividade é base para serviços como cloud, segurança e soluções de 5G privado. A consultoria especializada torna-se essencial para grandes organizações e infraestruturas críticas.
Além disso, a operadora reforça o ecossistema de inovação com iniciativas como 5G Challenge, 5G API Sprint e Altice International Innovation Awards, disponibilizando redes, APIs e laboratórios a startups e centros de investigação.
Inteligência artificial e redes autónomas
A IA surge como elemento-chave para gerir redes cada vez mais complexas, com o objetivo de orientar redes autónomas que se otimizam, prevêem falhas, gerem energia e reforçam a segurança com menor intervenção humana. O CTO antecipa uma rede que evolui para autonomia.
A conversa encerra com um olhar para o futuro próximo: o 5G deverá ganhar escala continuada, a IA expandir-se-á por vários setores e a inovação tornará-se necessária para manter a competitividade tecnológica.
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