- A Unidade Local de Saúde da Guarda ativou a fase 2 do plano de contingência do Serviço de Urgência Médico-Cirúrgica (módulo de inverno), devido à pressão causada pelas infeções respiratórias em circulação; a cerimónia de receção dos 27 médicos internos decorreu hoje.
- Estão a desmarcar cirurgias eletivas de doentes não prioritários e é possível desmarcar algumas consultas para ceder médicos à Urgência.
- O serviço de Medicina Interna do Hospital Sousa Martins já está a assegurar observação de alguns doentes na Urgência, com pico de gripe registrado no fim de semana.
- A ULS estabeleceu protocolos de retaguarda com duas IPSS do distrito, para libertar camas hospitalares e manter disponibilidade na rede de cuidados continuados.
- A presidente do Conselho de Administração pediu aos cidadãos para utilizarem os cuidados primários quando apropriado e manterem a etiqueta respiratória, esperando melhoria nas Urgências a partir de amanhã.
A Unidade Local de Saúde da Guarda (ULS) ativou a fase 2 do plano de contingência do Serviço de Urgência Médico-Cirúrgica, devido à gripe e a um aumento de infeções respiratórias que se registam neste período do ano. A pressão na Urgência está marcada pela demanda elevada e pela necessidade de internamento.
O diretor clínico para os cuidados hospitalares, Nuno Sousa, afirmou que foram desmarcadas cirurgias eletivas de doentes não prioritários e que algumas consultas poderão ser canceladas para libertar médicos. Clínicos de Medicina Interna já asseguram observação de doentes na Urgência, mesmo não escalados.
A situação foi indicada durante a receção dos 27 médicos internos, realizada na ULS da Guarda. Sousa mencionou que o pico da gripe na Urgência ocorreu provavelmente neste fim de semana e pediu à população que mantenha a etiqueta respiratória para reduzir contágios.
Medidas de retaguarda e perspetivas
A ULS estabeleceu protocolos com duas IPSS do distrito para garantir camas de retaguarda, na Associação de Beneficência Popular de Gouveia e na Casa de Saúde Bento Menni. Espera-se melhoria nas próximas dias com mais altas hospitalares.
Rita Figueiredo, presidente do Conselho de Administração, pediu que as pessoas usem a Urgência apenas para casos urgentes. Reforçou que os cuidados primários já funcionam com horários alargados para responder à doença aguda.
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