- Em 2025, a Região de Leiria registou 162 incêndios rurais, com 615 hectares ardidos (povoamentos 462 ha, matos 113 ha, agricultura 40 ha).
- Os municípios abrangidos incluem Alvaiázere, Ansião, Batalha, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Leiria, Marinha Grande, Pedrógão Grande, Pombal e Porto de Mós.
- O ano de 2024 foi o com menos incêndios na região nos últimos dez anos, com 132 ocorrências; 2021 teve 144.
- O incêndio mais significativo em 2025 ocorreu em Pedrógão Grande, em 23 de agosto, com 553 hectares ardidos (cerca de 90% da área total ardida no ano).
- O comandante Carlos Guerra destacou que 2025 foi positivo, sem vítimas entre operacionais e população; atribuiu o sucesso ao ataque inicial musculado, embora tenha reconhecido défices nas comunicações, internet e recursos humanos.
Em 2025, a região de Leiria registou 162 incêndios rurais, com 615 hectares ardidos, segundo o Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil. O total coloca 2025 como o terceiro pior em termos de ocorrências e o quinto em área ardida nos últimos dez anos.
Entre 2015 e 2025, o ano com menos fogos foi 2024, com 132, e o segundo menor foi 2021, com 144. Em termos de área queimada, 2021 (35 ha) e 2018 (47 ha) registaram os menores valores.
A região de Leiria abrange os concelhos de Alvaiázere, Ansião, Batalha, Castanheira de Perá, Figueiró dos Vinhos, Leiria, Marinha Grande, Pedrógão Grande, Pombal e Porto de Mós.
Perspetiva da proteção civil
O comandante Carlos Guerra destacou que 2025 foi positivo, com ausência de vítimas entre operacionais e população. O ataque inicial aos incêndios foi crucial para o sucesso, embora tenham ocorrido três fogos que fugiram desse ataque.
Para os resultados de 2025, foi reforçado o ataque inicial, com despachos adicionais de brigadas em situações de alerta. Guerra reconheceu a necessidade de melhorar comunicações e redes, incluindo a rede Siresp e a internet em zonas satellite.
Outra dificuldade refere-se aos constrangimentos de recursos humanos, que, segundo o comandante, são estruturais e graves há anos, com falta de equipas permanentes nos bombeiros.
Quanto à origem dos incêndios em 2025, a Guarda Nacional Republicana indica que cerca de 75% tiveram causa humana, seja dolosa ou negligente. O responsável sub-regional apelou a maior sensibilização.
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