- Em 2025, a Região de Leiria registou 162 incêndios rurais e 615 hectares ardidos, com 462 ha em povoamentos, 113 ha em matos e 40 ha em agricultura.
- A região abrange os concelhos de Alvaiázere, Ansião, Batalha, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Leiria, Marinha Grande, Pedrógão Grande, Pombal e Porto de Mós.
- Entre 2015 e 2025, 2024 foi o ano com menos incêndios (132), seguido de 2021 (144). Em termos de área ardida, 2021 (35 ha) e 2018 (47 ha) tiveram os valores mais baixos; 2017 foi o pior em número de ocorrências (460) e área ardida (45.117 ha).
- Em 2024, os dois maiores incêndios na região ocorreram em Pedrógão Grande, a 23 de agosto, totalizando 553 hectares ardidos, quase 90% da área que ardeu na região nesse ano.
- O comandante Carlos Guerra destacou que 2025 foi positivo, sem vítimas entre operacionais e população civil, com o ataque inicial aos incêndios sendo determinante. Foram registadas poucas ocorrências que fugiram ao ataque inicial; apontaram-se ainda falhas de comunicações, de Internet em zonas rurais e constrangimentos de recursos humanos, sendo estimada origem humana em cerca de 75% dos incêndios.
A Região de Leiria registou em 2025 um total de 162 incêndios rurais, o terceiro menor número dos últimos dez anos. A área ardida foi de 615 hectares, distribuída por povoamentos (462), matos (113) e agricultura (40).
Entre 1 de janeiro e 31 de dezembro de 2025, o Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Leiria acompanhou os incêndios através do Sistema de Gestão de Informação de Incêndios Florestais. A região abrange os municípios de Alvaiázere, Ansião, Batalha, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Leiria, Marinha Grande, Pedrógão Grande, Pombal e Porto de Mós.
Desde 2015, 2024 foi o ano com menos ocorrências (132), seguido de 2021 (144). Em termos de área ardida, 2021 registou 35 hectares e 2018, 47 hectares, como os melhores anos. O pior intervalo manteve-se em 2017, com 460 incêndios e 45.117 hectares queimados.
Desempenho operacional e perspetivas
O comandante Carlos Guerra sublinhou que 2025 foi um ano positivo para a região, pela ausência de vítimas entre operacionais e população civil. O ataque inicial aos incêndios foi apontado como a chave do sucesso, com apenas três casos a fugir ao ataque inicial. O reforço do ataque inicial foi aplicado em situações de alerta elevado.
Foi explicado que, nesses casos, além da triangulação habitual, se despachava outra brigada de reforço para o teatro de operações. O comandante admitiu necessidade de melhorias, nomeadamente nas comunicações, com a Siresp a evoluir mas ainda com défices locais.
Desafios e planos futuros
Outra dificuldade prende-se com as redes de Internet, com zonas com pouca cobertura que limitam a utilização de aplicações de comando. Está em curso um programa com a CIM para equipar todos os municípios com comunicações via satélite, com previsão de resolução em 2026.
Haverá também preocupação com recursos humanos, reconhecendo-se uma carência crónica de equipas de intervenção permanente e o risco de agravamento da situação. Segundo dados da Guarda Nacional Republicana, cerca de 75% dos incêndios rurais tiveram origem humana (dolosa ou negligente).
Pedrógão Grande foi, em 2025, alvo de dois incêndios significativos na região, sendo o maior em 23 de agosto com 553 hectares ardidos, representando quase 90% da área total que ardeu na região nesse ano. Em 2017, os incêndios que deflagraram ali provocaram 66 mortes e dezenas de feridos, marcando o pior sucedido na região.
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