- A Carris contratou o advogado José António Barreiros para defender a empresa na investigação ao Elevador da Glória, após a demissão da gestão anterior.
- O ajuste foi assinado em 23 de outubro de 2025, três dias depois da aceitação da demissão da direção pela Câmara de Lisboa, e prevê 150 euros por hora de trabalho, com um envelope máximo de 45 mil euros.
- O contrato tem duração máxima de três anos ou 300 horas de trabalho, sem incluir custos como alojamento, deslocações e outros encargos definidos no documento.
- A nomeação ocorreu na véspera de o GPIAAF divulgar o relatório preliminar sobre o acidente que, em setembro de 2025, matou 16 pessoas, estando o caso a ser investigado pelo DIAP de Lisboa.
- A Carris está sob nova gestão desde 1 de janeiro, com Rui Lopo à frente, enquanto o processo continua a averiguar as causas do acidente e responsabilidades.
A Carris contratou o advogado criminalista José António Barreiros para defender a empresa na investigação ao Elevador da Glória. O contrato foi assinado em 23 de outubro de 2025, na sequência da demissão da velha direção. A decisão ocorreu na véspera da divulgação do relatório preliminar do acidente que vitimou 16 pessoas em setembro de 2025. A investigação está a cargo do DIAP de Lisboa, com o GPIAAF a ter emitido um relatório preliminar.
O acordo de prestação de serviços prevê 150 euros por hora, com um teto máximo de 45 mil euros. O vínculo pode durar até 36 meses ou até esgotar 300 horas de trabalho, conforme o documento consultado pelo 24noticias. Barreiros representará a Carris no processo criminal relacionado com o acidente.
Contexto institucional
A Carris passou a estar sob nova gestão desde 1 de janeiro, com Rui Lopo à frente. A escolha de Barreiros aconteceu após a demissão da direção anterior, anunciada pelo presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, três dias antes da assinatura do contrato.
Detalhes do contrato
O parecer indica que o valor por hora cobre custos adicionais, excluindo alojamento, alimentação, deslocação e materiais. Barreiros já tinha cobrado montante semelhante em outros casos de alto perfil, conforme reportado pelo Público.
O que aponta o relatório preliminar
O relatório do GPIAAF aponta falhas como desconhecimento do peso dos veículos, falta de testes de travagem de emergência, ausência de documentação técnica e falhas de atualização de procedimentos. O documento também aponta questões de transmissão de conhecimento sem registo formal.
Atualidade da investigação
O caso está em investigação criminal pelo DIAP de Lisboa. O relatório final do acidente deverá ser divulgado até setembro de 2026, conforme agenda oficial do processo.
Situação da gestão da Carris
A Carris passou a ser gerida por Rui Lopo, antigo administrador da Carris Metropolitana, que assume o cargo com responsabilidade pela operação e pela supervisão da continuidade do serviço público.
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