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António Filipe defende regulação adequada das relações laborais

António Filipe defende regulação adequada do direito do trabalho após ouvir trabalhadores em regime noturno e por turnos, com distúrbios de sono e desgaste da saúde

O candidato presidencial António Filipe
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  • O candidato presidencial António Filipe defendeu, em Setúbal, uma “regulação adequada” das relações laborais após ouvir testemunhos de trabalhadores em regime noturno e por turnos.
  • Filipe, apoiado pelo Partido Comunista Português e pela Portuguese Ecologist Party (PEV), afirmou que a candidatura quer colocar os trabalhadores e os seus direitos no centro.
  • Criticou a legislação laboral atual, dizendo que não é adequada e que favorece injustiças no registo de trabalho noturno e por turnos, especialmente face ao pacote laboral em discussão.
  • Na Sociedade Musical e Recreativa União Setubalense, trabalhadores de várias empresas reclamaram sobretudo a antecipação da idade da reforma.
  • Um testemunho destacou condições na Coca-Cola, com 38 anos de serviço, 32 em turnos, alertando para distúrbios graves de sono, stress crónico, erosão da saúde e lucros recorde da empresa.

António Filipe defendeu, em Setúbal, a necessidade de uma regulação adequada das relações laborais após ouvir testemunhos de trabalhadores em regime noturno e por turnos. O encontro decorreu esta terça-feira na Sociedade Musical e Recreativa União Setubalense.

O candidato presidencial, apoiado pelo PCP e pelo PEV, destacou que a centralidade deve ser dada aos trabalhadores e aos seus direitos. Reiterou que a legislação laboral em vigor não responde às atuais situações de trabalho noturno e por turnos.

António Filipe participou numa auscultação com trabalhadores de várias empresas, que apresentaram queixas sobre o registo de reformas antecipadas e o impacto na saúde. Os relatos apontaram prejuízos na qualidade de vida devido aos horários.

Entre os presentes, Luís Ferreira, com 38 anos na Coca-Cola, disse ter passado 32 anos em turnos. O trabalhador referiu distúrbios graves de sono, stress crónico e desgaste psíquico, contrastando com lucros da empresa.

Luís Ferreira destacou ainda a discordância entre os lucros da empresa e a deterioração da saúde dos trabalhadores, sugerindo que a atual regulação favorece a produtividade à custa do bem-estar.

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