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Tribunal francês condena dez indivíduos por ciberbullying de Brigitte Macron

Tribunal de Paris condena dez indivíduos por ciberbullying contra Brigitte Macron; penas de quatro a oito meses de prisão suspensa e cursos de sensibilização

Tribunal francês condena dez pessoas por ciberbullying contra Brigitte Macron
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  • Tribunal de Paris condenou dez pessoas por ciberbullying contra Brigitte Macron, associando boatos de que nasce­ra homem e de diferenças de idade com alegadas práticas de pedofilia.
  • As penas variaram entre quatro e oito meses de prisão suspensa, com obrigatoriedade de ações de sensibilização para o ciberbullying.
  • Um promotor imobiliário recebeu seis meses de prisão efetiva por faltar às audiências, e alguns arguidos ficaram impedidos de aceder às contas nas redes sociais usadas no ataque.
  • O caso remonta a boatos difundidos após a eleição de 2017; Brigitte Macron apresentou queixa em agosto de 2024.
  • Em reação, Emmanuel Macron denunciou ataques machistas e o impacto psicológico sobre Brigitte; o casal também enfrenta um processo nos EUA por difamação ligado à série Becoming Brigitte.

Um tribunal de Paris condenou dez indivíduos por ciberbullying contra Brigitte Macron. A decisão ocorreu esta segunda-feira, após a divulgação de alegações falsas de que a primeira-dama teria nascido homem. As penas vão de quatro a oito meses de prisão suspensa, com obrigatoriedade de ações de sensibilização.

Os réus, oito homens e duas mulheres com idades entre 41 e 65 anos, difundiram comentários degradantes principalmente nas redes sociais. Além das acusações de transição de género, associaram a diferença de idades entre Brigitte e Emmanuel Macron a alegadas práticas de pedofilia.

Segundo os juízes, os ataques visaram deliberadamente prejudicar Brigitte Macron, apresentando “inúmeros comentários maliciosos” para denegrir a autora da ação. Algumas condenações incluem bloqueio de contas, restrições de acesso a plataformas e sanções correspondentes.

Um dos arguidos recebeu apenas a obrigação de frequentar um curso de consciencialização sobre ciberbullying. Outro, um promotor imobiliário, foi condenado a seis meses de prisão efetiva por faltar às audiências do julgamento.

Duas mulheres estiveram no centro do caso: a chamada medium Amandine Roy e a autodenominada jornalista Natacha Rey. Roy ficou com uma pena de seis meses de prisão com pena suspensa, entre outras sanções.

Emmanuel Macron reagiu aos ataques, denunciando “ataques machistas e sexistas” contra Brigitte Macron e a disseminação de informações falsas. O casal já enfrenta ainda um processo de difamação nos EUA, ligado à série Becoming Brigitte.

Brigitte Macron tinha apresentado queixa por assédio em agosto de 2024, visando combater a propagação de boatos na altura. A defesa alegou humor protegido pela liberdade de expressão, argumento rejeitado pela justiça.

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