- O Tribunal de Paris condenou dez pessoas por difamação e assédio online contra Brigitte Macron, considerando as publicações “particularmente degradantes, insultuosas e maliciosas”.
- As penas variam entre quatro e oito meses de prisão suspensa, com a obrigação de frequentar formação sobre cyberbullying; um réu recebeu seis meses por faltar à audiência.
- As acusações basearam-se em publicações que afirmavam, sem fundamentos, que Brigitte Macron nascera homem com o nome Jean-Michel Trogneux, associando a diferença de idade entre Brigitte e Emmanuel Macron a pedofilia.
- A vida da família presidencial foi afetada pelo assédio, incluindo a filha de Brigitte que testemunhou no processo; Brigitte Macron afirmou ter movido o processo para “dar o exemplo”.
- O casal Macron também processou Candace Owens, nos Estados Unidos, por difamação relacionada com a mesma linha de alegações.
Duas informações centrais: o Tribunal Correccional de Paris condenou dez pessoas por assédio online contra a primeira-dama francesa Brigitte Macron, por alegações de que teria nascido homem. As decisões foram anunciadas na última segunda-feira, 5 de janeiro, com penas de prisão suspensas entre quatro e oito meses e a obrigação de participação em formações sobre cyberbullying. Um réu recebeu seis meses de prisão efetiva por faltar à audiência.
As publicações visavam descredibilizar Brigitte Macron ao alegar que nasceu Jean-Michel Trogneux, o nome do irmão da primeira-dama, acompanhadas por insinuações sobre pedofilia devido à diferença de idade de 24 anos com o presidente Emmanuel Macron. O caso mobilizou várias denúncias de assédio e degradação digital, abrangendo redes sociais e vídeos públicos.
A defesa dos arguidos alegou humor ou sátira, enquanto a família Macron descreveu o impacto do assédio na vida da mãe, que já afirmou querer servir de exemplo no combate a estas práticas. Tiphaine Auzière, filha de Brigitte Macron, testemunhou, indicando que a situação deteriorou a vida familiar, incluindo a dos netos.
Processo. condenação e repercussões
Entre os condenados estão Delphine Jegousse, também conhecida como Amandine Roy, considerada uma das principais responsáveis pela difusão do boato após um vídeo de cerca de quatro horas no YouTube em 2021, com pena de seis meses suspensos. Aurélien Poirson-Atlan, conhecido como Zoé Sagan, recebeu oito meses de prisão suspensa.
Outros arguidos incluem um membro eleito local, um professor e um especialista em informática. Em defesa, alguns alegaram que as publicações tinham finalidade humorística, mantendo a surpresa com o facto de estarem a ser julgados.
O casal Macron também moveu uma ação por difamação nos Estados Unidos contra Candace Owens, influenciadora que difundiu a mesma teoria. As ações em França e nos EUA visam responsabilizar quem difundiu informações falsas sobre a identidade de Brigitte Macron.
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