- A Indonésia elevou o alerta do vulcão Bur Ni Telong, no Aceh, para o segundo nível mais grave, devido ao aumento de sismos vulcânicos.
- Na noite de terça-feira, registaram-se pelo menos sete sismos sentidos a cerca de cinco quilómetros de distância, além de sete sismos vulcânicos pouco profundos, 14 profundos e dois tectónicos na região de Bener Meriah.
- A monitorização revelou aumento da atividade magmática, levando os técnicos a subir o nível de alerta do terceiro para o segundo.
- Embora a cratera esteja visível sem fumo, podem ocorrer erupções freáticas e emissões de gases perigosos perto de fumarolas e solfataras; é recomendado manter-se a pelo menos quatro quilómetros da cratera.
- A área ainda se recupera das inundações e deslizamentos ocorridos em Sumatra, com 31 mortos e 14 desaparecidos em Bener Meriah, e mais de 2.100 deslocados.
O governo da Indonésia elevou o alerta para o vulcão Bur Ni Telong, no monte Bur Ni Telong, Aceh, para o segundo nível mais grave. A decisão acompanhou um aumento de sismos vulcânicos observados na noite de terça-feira, com ações de monitorização contínuas. O objetivo é reduzir riscos para populações próximas.
Foram registados pelo menos sete sismos na noite de terça, sentidos a cerca de cinco quilómetros da zona. Os sismógrafos registaram ainda sete sismos vulcânicos pouco profundos, 14 sismos profundos e dois tectónicos na região de Bener Meriah. A monitorização levou à mudança de nível.
Situação atual do vulcão
A chefe interina da Agência Geológica afirmou que os resultados indicam maior atividade vulcânica e que os cientistas elevaram o alerta do nível 3 para o 2, o segundo mais elevado. As réplicas associadas a eventos tectónicos sugerem que a atividade magmática pode ser desencadeada por perturbações.
A monitorização visual mostrou o vulcão com 2.624 metros bem visível e sem fumo na cratera no momento. Contudo, foi alertado que podem ocorrer erupções, incluindo explosões freáticas e emissão de gases próximos a fumarolas e solfataras.
Medidas e recomendações
As autoridades pedem aos residentes para manterem distância mínima de quatro quilómetros da cratera e para evitar fumarolas e solfataras durante períodos nublados ou chuvosos, devido à possível toxicidade dos gases. As instruções visam reduzir riscos durante a monitorização.
A região encontra-se ainda a recuperar das inundações e deslizamentos de terra que moldaram Sumatra no início do mês. Estima-se que 52 cidades e distritos tenham sido afetados, com 1.141 mortos, 163 desaparecidos e mais de sete mil feridos.
Na área de Bener Meriah morreram 31 pessoas e 14 continuam desaparecidas, com mais de 2.100 desalojados. Autoridades indicam que residentes de três aldeias perto da cratera já estão a ser retirados por razões de segurança, numa zona de dois quilómetros.
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