- Em 2026 chegam às salas de cinema portuguesas pelo menos dez filmes nacionais nos primeiros meses, incluindo Terra Vil e Vitória, duas estreias de longa-metragem de ficção.
- 1 de janeiro estreia Os enforcados, thriller de Fernando Coimbra (Brasil), coproduzido por Portugal pela Fado Filmes, com Leandra Leal, Irandhir Santos e Pêpê Rapazote.
- 12 de fevereiro estreia La vie de Maria Manuela, documentário de João Marques, que acompanha quatro anos de vida de uma jovem influenciadora e aborda a Geração Z.
- 19 de fevereiro estreia Primeira Pessoa do Plural, de Sandro Aguilar, protagonizado por Albano Jerónimo, Isabel Abreu e Eduardo Aguilar, centrado num casal à beira de celebrar vinte anos de casamento.
- 26 de fevereiro estreia Terra Vil, de Luís Campos, e Balane 3, de Ico Costa, com Terra Vil a explorar ruralidade, violência doméstica e o acidente de Entre-os-Rios; Balane 3 foca a vida de moradores de um bairro em Inhambane, Moçambique.
Pelo menos 10 filmes portugueses chegam às salas de cinema no primeiro trimestre de 2026. Entre os lançamentos anunciados estão Terra Vil, de Luís Campos, Vitória, de Mário Patrocínio, e o documentário Balane 3, de Ico Costa. Os títulos abrangem ficção, documentários e propostas que exploram temáticas sociais e familiares.
Os filmes antevistos chegam em quatro meses de estreias, com várias produções a marcar presença em festivais internacionais. A programação contempla coproduções com Portugal e obras de realizadores nacionais a estrear em várias cidades do país.
Estreias de fevereiro
No dia 12 de fevereiro chega às salas o documentário La vie de Maria Manuela, de João Marques, que acompanha quatro anos da vida de uma jovem digital influencer. O filme propõe uma reflexão sobre a Geração Z e a pressão da exposição online.
No dia 19 de fevereiro estreia Primeira Pessoa do Plural, de Sandro Aguilar, com Albano Jerónimo e Isabel Abreu, como casal a enfrentar a dor da perda de uma filha. O filme integra o circuito de festivais internacional e já recebeu distinções, segundo a produtora.
Terra Vil e Balane 3
A 26 de fevereiro ocorre a dupla estreia de Terra Vil, de Luís Campos, e Balane 3, de Ico Costa. Terra Vil aborda a ruralidade, violência doméstica e um acidente histórico, ligando-os a contextos de Entre-os-Rios. Balane 3 retrata a vida cotidiana em Inhambane, Moçambique, com ênfase a profissões e relações locais.
Balane 3 já gerou controvérsia antes da planificação para IndieLisboa, devido a denúncias de violência doméstica associadas ao cineasta, que o próprio nega. As informações oficiais indicam uma abordagem de vida comunitária e convivência diária.
Maria Vitória e Cenas de março
Em 5 de março estreia Maria Vitória, de Mário Patrocínio, a primeira longa-metragem de ficção do realizador, centrada numa jovem que aspira tornar-se jogadora de futebol numa aldeia rural. O elenco inclui Mariana Cardoso e Miguel Nunes, com participação de Miguel Borges.
Céus de março traz C’est pas la vie en rose, de Leonor Bettencourt Loureiro, explorando a Lisboa gentrificada entre ficção satírica e documentário. A estreia está marcada para 12 de março, acompanhando outras propostas do mês.
Bulgária: bulakna e cinema nacional
A 19 de março chega Bulakna, de Leonor Noivo, sobre a migração de mulheres filipinas para trabalhar como empregadas domésticas no ocidente. O filme acompanha diferentes gerações e perspetivas, com foco em Lisboa.
Outras estreias de março incluem o documentário sobre migração e relações laborais, mantendo o tom social presente na agenda de cinema português.
Abril e perspetivas para 2026
Em 9 de abril está prevista a estreia de O Barqueiro, de Simão Cayatte, e de Projeto Global, de Ivo M. Ferreira. Valores de distribuição e receção de público ainda não são conhecidos.
A calendarização para 2026 inclui projetos como Pai Nosso — Os últimos dias de Salazar, de José Filipe Costa, 18 buracos para o paraíso, de João Nuno Pinto, e Playback, de Sérgio Graciano, sem datas oficiais.
Desempenho de bilheteira e contexto
Este ano, mais de 50 filmes com produção nacional ou coprodução estiveram em salas, sendo O pátio da saudade o mais visto, com 69.562 espetadores, segundo o ICA. Os dados apontam Lavagante como o segundo, com 21.619 entradas, e O lugar dos sonhos como terceiro, com 17.931 bilhetes.
O cinema português contabilizou, até novembro, 218.572 espetadores em 2025, correspondentes a uma quota de 2,3% do total de entradas no ano. Dados do ICA indicam um cenário desafiador para a produção nacional face ao mercado em expansão de conteúdos.
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