- A polícia australiana afirma que os dois autores do ataque em Bondi atuaram sozinhos e não faziam parte de nenhuma célula terrorista.
- O ataque, ocorrido a 14 de dezembro, deixou 15 mortos; Sajid Akram, de 50 anos, e Naveed Akram, de 24 anos, foram identificados como os responsáveis.
- As autoridades não encontraram provas de instrução externa e dizem que os suspeitos viajaram semanas antes para o sul das Filipinas, alimentando suspeitas de ligações a extremistas.
- Imagens de segurança mostraram os dois a treinar com armas na Austrália, e um vídeo gravado em outubro denunciando “sionistas” frente a uma bandeira do Estado Islâmico.
- O governo anunciou um programa de recompra de armas de fogo, maior desde 1996, enquanto as famílias das vítimas pedem uma comissão federal para analisar o aumento do antisemitismo no país.
Os dois autores do ataque antissemita ocorrido na praia de Bondi, nos arredores de Sydney, em 14 de dezembro, atuaram sozinhos, segundo a polícia australiana. Não há indicações de ligação a uma organização terrorista ou de apoio externo.
A comissária Krissy Barrett, da Polícia Federal Australiana, destacou que não existem provas de participação em uma célula maior ou de instruções de terceiros. A investigação foca nos motivos do ataque e no historial dos suspeitos.
Sajid Akram, 50 anos, de origem indiana, que entrou na Austrália em 1998, e o filho Naveed Akram, de 24 anos, abriram fogo na festa judaica de Hanukkah realizada na praia. Havia indícios de viagens recentes ao sul das Filipinas.
As autoridades verificam uma viagem dos suspeitos a Davao, revelada por imagens de câmaras de segurança que mostram a saída apenas brevemente do hotel. A polícia esclarece que não se pretende sugerir turismo na estadia.
Imagens divulgadas pela polícia mostram os dois homens a treinarem com armas no território australiano. Também registaram um vídeo gravado em outubro, no qual criticavam “sionistas” diante de uma bandeira do Estado Islâmico.
Paralelamente, o governo anunciou um programa de recompra de armas de fogo em circulação, numa tentativa de endurecer a legislação contra o extremismo. O primeiro-ministro Anthony Albanese sublinhou a necessidade de reduzir o arsenal residencial.
A iniciativa, a maior de recompra de armas desde 1996, surge após o reforço de regras em Port Arthur, após tiroteio que deixou 35 mortos. O objetivo é diminuir o risco de ataques envolvendo armamento legalmente detido.
Na passada segunda-feira, 17 famílias das vítimas pediram à autoridade federal que crie rapidamente uma comissão para analisar o aumento do antissemitismo na Austrália. O pedido aponta falhas na aplicação da lei, na inteligência e nas políticas públicas.
As famílias classificam o aumento do antissemitismo como uma crise nacional e uma ameaça persistente. A criação da comissão estaria prevista para avaliar medidas de prevenção e resposta institucional.
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