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Portugueses falham em ir ao médico

Estudo Nacional de Saúde 2025 revela que 66,8% vão ao médico apenas por necessidade e 60% não foram ao dentista no último ano

Exames médicos
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  • O Estudo Nacional de Saúde 2025 mostra que apenas 14,8% consultam o médico com periodicidade inferior a seis meses; 66,8% vão ao médico por necessidade.
  • 60% não foram ao dentista no último ano, e 18% realizam exames de rotina apenas de dois em dois ou de três em três anos.
  • Cerca de 30% dizem ir ao médico de família pelo menos uma vez por ano.
  • As especialidades mais procuradas são medicina geral (69%), saúde oral (41%), oftalmologia (25%) e ginecologia (15%).
  • Quase 50% dos jovens adultos tiveram sintomas de saúde mental no último ano, destacando a necessidade de atenção a este âmbito.

O Estudo Nacional de Saúde 2025 revela que a população portuguesa recorre ao médico de família por necessidade e não de forma regular. Participaram 953 entrevistados, numa análise que abrange hábitos de consulta, rastreios e saúde mental.

Segundo o estudo, apenas 14,8% dos inquiridos consultam com periodicidade inferior a seis meses. Em contraste, 66,8% procuram o médico apenas quando há necessidade, e 30% afirmam ir ao médico pelo menos uma vez por ano.

A incidência de consultas de rotina ainda é baixa: 18% realizam exames de rotina de dois em dois ou de três em três anos, e 13,4% só procuram exames quando se sentem mal. A saúde oral apresenta pior cenário, com cerca de 60% sem consulta dentária no último ano.

As especialidades mais procuradas são Medicina Geral (69%), Saúde Oral (41%), Oftalmologia (25%) e Ginecologia (15%). O conceito de prevenção e rastreios ainda não está enraizado entre a população.

O estudo mostra também que a saúde dentária exige maior atenção. O médico destaca que a prevenção na área oral pode evitar tratamentos mais dispendiosos no futuro, especialmente para fumadores.

Os dados indicam ainda que a saúde mental é uma prioridade para muitos. Quase 50% dos jovens adultos apresentaram sintomas de ansiedade, burnout, ataques de pânico ou depressão no último ano, sendo que cerca de 30% procuraram ajuda médica.

O estudo está dividido em quatro capítulos, com o primeiro dedicado à saúde mental. O desafio para políticas públicas passa pela promoção de consultas regulares, rastreios e acesso a cuidados de saúde preventiva.

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