- A campanha de vacinação contra a covid-19 em Portugal completa cinco anos; já foram administradas mais de 32 milhões de vacinas.
- A vacinação tem de continuar anualmente, devido à circulação contínua do vírus e às mutações que ocorrem.
- Nos primeiros dois anos, estima-se que tenham sido evitadas mais de 1,2 milhões de infeções e cerca de 2 milhões de dias de internamento.
- As vacinas têm sido adaptadas conforme as alterações do vírus, com prioridade para grupos vulneráveis.
- Os efeitos secundários são geralmente leves, durando um ou dois dias, e são monitorizados pelo Infarmed.
Há cinco anos iniciou a campanha de vacinação contra a covid-19 em Portugal. Ao todo, já foram administradas mais de 32 milhões de doses, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS). O balanço é considerado extremamente positivo pela comunidade de saúde pública.
O presidente da Sociedade Portuguesa de Saúde Pública (SPSP) e antigo diretor-geral da Saúde, Francisco George, destacou a importância de manter a vacinação. Acrescentou que a vacinação anual é necessária, dado que o vírus permanece em circulação.
Há cinco anos chegou a Portugal o primeiro lote de vacinas, desenvolvido pela Pfizer-BioNTech. A campanha arrancou simbolicamente no Hospital de São João, no Porto, com António Sarmento a receber a vacina, na presença da então ministra da Saúde, Marta Temido.
A DGS confirmou que, nestes cinco anos, foram administradas mais de 32 milhões de vacinas. George afirmou que vacinar toda a população foi uma decisão oportuna, destacando a organização e a liderança da fase inicial.
O especialista referiu que, nos dois primeiros anos, foram evitadas mais de 1,2 milhões de infeções e mais de dois milhões de dias de internamento. A vacinação adaptou-se às mutações do vírus, com foco nos grupos mais vulneráveis.
Continuidade da vacinação e mutações
Francisco George explicou que a vacinação deve manter-se sazonal, com ajustes conforme alterações virais. O vírus da covid-19 continua a circular, pelo que a estratégia inclui manter proteção em épocas frias e associar-se à vacina da gripe.
Os dados disponíveis apontam para efeitos secundários geralmente ligeiros e de curta duração. O Infarmed continua a monitorizar as reações, sem indicar preocupações significativas.
Grupos prioritários e objetivos de saúde pública
A campanha continua a priorizar idosos, pessoas com doenças crónicas e profissionais de saúde. O objetivo é prevenir doença grave, hospitalização e morte, mantendo uma estratégia de saúde pública estável e contínua.
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