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Hospital de Almada paga 2.400 euros por dia a médicos tarefeiros

Hospital Garcia de Orta paga 2.400 euros por dia a médicos tarefeiros para ecografias aos fins de semana, suscitando críticas à transparência e à remuneração

Informação de tempos de espera do Hospital Garcia de Orta de novo disponível no Portal SNS
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  • O Hospital Garcia de Orta, em Almada, contratou médicos tarefeiros pagando dois mil e quatrocentos euros por dia para fins de semana, com contrato até 31 de dezembro.
  • Em 18 e 19 de outubro, médicos do serviço de radiologia detectaram uma médica externa a realizar ecografias, pago quase cinco mil euros pela empresa externa em dois dias.
  • O contrato com a empresa Assertive Condition, assinado a 7 de outubro, prevê 60 ecografias por dia a quarenta euros por exame, num total estimado de 62.400 euros.
  • O corpo clínico critica a falta de transparência e a forma de contratação, afirmando que o processo desvaloriza os profissionais e gera desigualdade no Serviço Nacional de Saúde.
  • A administração informou que a medida visava reduzir a lista de espera (> quatro mil ecografias) e que nenhum médico do quadro aceitou fazer trabalho extra, remunerado em oito e meio euros por ecografia; a empresa afirma que os valores são de mercado.

O Hospital Garcia de Orta, em Almada, recorreu a médicos tarefeiros para reduzir a lista de espera de ecografias, pagando 2.400 euros por fim de semana. O acordo envolve a empresa Assertive Condition e tem duração até 31 de dezembro.

Nos dias 18 e 19 de outubro, médicos do serviço de radiologia perceberam a presença de uma médica externa a realizar ecografias. Em dois dias, o hospital pagou quase 5.000 euros a uma empresa privada, num cenário em que se estima realizar 60 ecografias por dia a 40 euros cada.

A SIC solicitou documentos via Lei de Acesso e apontou que o contrato foi assinado a 7 de outubro. A administração do hospital não respondeu de imediato, mantendo silêncio sobre o tema durante várias semanas.

Contexto do contrato

Segundo a SIC, o contrato prevê serviços médicos presenciais aos fins de semana, por especialistas, num total estimado de 26 dias. O valor global acordado é de 62.400 euros, com o custo diário de 2.400 euros.

Reação do corpo clínico

Médicos do serviço de radiologia questionam os valores, defendendo que criam desigualdade no Serviço Nacional de Saúde. Num carta dirigida ao Conselho de Administração, o grupo manifesta descontentamento com a rapidez do processo de contratação externa e com a alegada falta de transparência.

A carta foi enviada após uma reunião entre médicos e administradores, na qual foi apresentada a necessidade de reduzir uma lista de espera de mais de 4.000 ecografias. A administração alegou que nenhum médico do quadro aceitou realizar trabalho extra.

Comparação salarial e justificações

A administração argumentou que a solução só foi viável porque não havia médicos disponíveis para realizar trabalho extra, que seria remunerado, em média, a 8,5 euros por ecografia, valor inferior ao contrato externo. Os médicos contestam a gestão de dinheiros públicos.

Posicionamento da empresa

A Assertive Condition informou, por escrito, que foi contratada para responder a um problema grave de acesso a exames e cuidados urgentes. A empresa acrescenta que os valores praticados refletem preços de mercado e incluem encargos fiscais, seguros e logística, não sendo comparáveis com vencimentos de trabalhadores.

Situação contratual

A SIC tentou obter entrevista com um responsável do Conselho de Administração sem obtenção de resposta. O contrato de prestação de serviços expira a 31 de dezembro. O objetivo da medida é reduzir rapidamente a lista de espera, segundo a administração, mantendo a mudança sob avaliação.

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