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Dar à luz na estrada, sem epidural, com Google Tradutor

Bombeiros da Moita registam recorde de quinze partos em ambulância em 2025, com uso de tradutor Google e dois kits de parto por viatura

Bombeiro Hugo Rodrigues e o comandante Pedro Ferreira dos Voluntários do concelho da Moita, corporação que mais partos fez em ambulâncias e na estrada em 2025
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  • Os Bombeiros da Moita somam 15 partos em ambulância em 2025, o maior registo nacional, com dados do INEM a mostrar 45 partos em viaturas e 20 na via pública até outubro no país.
  • Um caso ocorreu a cerca de 30 quilómetros do hospital, a caminho do Hospital de Santa Maria, com as urgências de Almada e Setúbal fechadas.
  • Em cada ambulância estão dois kits de parto, usados conforme a necessidade durante o parto na estrada; há também momentos de stress e dúvidas sobre o destino da grávida.
  • Em cerca de metade dos partos em situação similar há grávidas estrangeiras; já houve uso do Google Tradutor para comunicar com uma mulher da Guiné-Bissau.
  • O comandante e os bombeiros destacam que não substituem obstetras e enfatizam a necessidade de protocolos internos, treino e partilha de experiência para lidar com estas situações.

O Corpo de Bombeiros da Moita continua a liderar os partos em ambulância em Portugal, com 15 partos em trânsito registados em 2025. A realidade envolve partos realizados dentro de viaturas, à medida que as urgências hospitalares fecham ou estão a fechar.

Entre os fatores que complicam as situações estão a comunicação limitada com grávidas que não falam português, o espaço reduzido na ambulância e a ausência de epidurais. Em alguns casos, a equipa utiliza dois kits de parto por viatura para agilizar o processo.

Outra realidade é o atraso na passagem de informações sobre o estado da gravide e o destino hospitalar, que pode levar a decisões rápidas em trânsito. O objetivo é assegurar o nascimento saudável da criança e a segurança da mãe, mesmo com recursos limitados.

O que aconteceu e onde

Em 2025, a Moita registou o maior nº de partos em ambulância a nível nacional, com 15 ocorrências na área de atuação dos bombeiros locais. Os incidentes ocorreram frequentemente com urgências já em deslocação para o hospital.

Quem está envolvido

Bombeiros da Moita, incluindo Hugo Almeida, Bruna Sousa e outros, atuam em partos de emergência. O comandante Pedro Ferreira acompanha a evolução e a coordenação com equipas hospitalares. Médicos e enfermeiros de ações de urgência também intervêm conforme necessário.

Quando e onde

Os casos acontecem ao longo de 2025, com episódios notáveis em horários diversos, principalmente quando os hospitais da região estão com vias de acesso limitadas. Os partos ocorrem em estradas, a caminho de unidades como o Hospital de Santa Maria e o Garcia de Orta.

Porquê

As circunstâncias justificam estes partos: hospitais com urgências obstétricas fechadas ou com capacidade reduzida, mães com pouca informação médica prévia e barreiras linguísticas que dificultam a comunicação. A prática visa salvar vidas em situações críticas.

Desafios e estratégias

A comunicação é um desafio frequente, levando a situações em que o tradutor Google já foi utilizado para facilitar o parto. A organização mantém dois kits de parto por ambulância, com materiais para cortes, curativos e suporte à respiração do bebé. Treino interno e partilha de experiências ajudam a melhorar a resposta.

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