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Portugal falha prazo europeu para reduzir exposição de trabalhadores ao amianto

Portugal entra em incumprimento da diretiva europeia sobre amianto ao não transpor o decreto-lei; o risco para trabalhadores aumenta e poderão ocorrer sanções da União Europeia

Portugal falha prazo europeu para reduzir exposição dos trabalhadores ao amianto
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  • Portugal entrou em incumprimento formal da União Europeia ao não publicar o decreto-lei que aplica a diretiva de redução da exposição ao amianto.
  • O prazo de dois anos terminou sem transposição da norma, mantendo trabalhadores expostos a níveis acima do permitido pela UE.
  • A diretiva exige reduzir o limite de exposição para 0,01 fibras por centímetro cúbico, valor dez vezes inferior ao atual em Portugal.
  • A Comissão Europeia alerta para potenciais sanções devido ao incumprimento e à exposição continuada dos trabalhadores.
  • A SOS Amianto critica a falta de utilização de microscopia eletrónica para detetar fibras finas, o que aumenta o risco em obras e pode afetar intervenções previstas no Plano de Recuperação e Resiliência.

Portugal entrou este domingo em incumprimento formal da legislação europeia ao não transpor a diretiva que visa reduzir a exposição dos trabalhadores ao amianto. O prazo de dois anos da UE terminou sem a publicação do decreto-lei correspondente.

A diretiva estabelece um limite de exposição de 0,01 fibras por cm3, valor dez vezes inferior ao tual permitido em Portugal, deixando os trabalhadores nacionais sujeitos a concentrações acima do patamar comunitário.

A Comissão Europeia alerta que a exposição ao amianto representa cerca de 75% dos cancros profissionais na UE, incluindo doenças na laringe, ovários e várias patologias pulmonares graves. Bruxelas também defende o reconhecimento e a compensação dos trabalhadores afetados.

Desafios técnicos e prazos

A SOS Amianto critica a ausência de adoção de microscopia eletrónica para detetar fibras mais finas, exigida pela nova diretiva. Em obras de reabilitação, incluindo projetos do Plano de Recuperação e Resiliência, a não implementação aumenta o risco.

A associação avisa que o atraso pode agravar problemas de saúde pública e expõe Portugal a sanções e multas por incumprimento, junto de trabalhadores expostos a um material classificado como altamente carcinogénico.

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