- Um grupo de caminheiros fez uma concentraçao na PR2, na Fajã dos Cardos, Curral das Freiras, contra medidas do Governo Regional para 2026 sobre acessos a trilhos, levadas e veredas.
- A iniciativa foi promovida por Jorge Quintal, que afirma que as novas regras limitam o direito dos residentes a usufruírem o património natural.
- Quintal critica a obrigatoriedade de inscrição prévia numa plataforma digital, dizendo que é injusta e pode impedir o acesso às levadas e trilhos.
- Os organizadores defendem que trilhos e levadas são património único e que o processo carece de consulta aos utilizadores habituais.
- O promotor revelou a intenção de avançar com um abaixo-assinado para levar o tema à Assembleia Legislativa da Madeira, mantendo a contestação pública até obter salvaguarda do direito de circulação.
Um grupo de caminheiros reuniu-se hoje de manhã no início da PR2, na Fajã dos Cardos, no Curral das Freiras, para manifestar contra as medidas anunciadas pelo Governo Regional. As ações criticam o acesso a trilhos, levadas e veredas a partir de 2026 na Madeira, propostas para melhorar a segurança e a gestão do património natural.
A iniciativa foi promovida por Jorge Quintal, conhecido na região pela prática de turismo de montanha. Segundo ele, o modelo proposto pode limitar o direito dos residentes a usufruírem de áreas naturais simbólicas para a identidade local, nomeadamente nas levadas e trilhos tradicionais.
Quintal reconhece a necessidade de regras, mas contesta o formato da medida e o uso de uma plataforma digital para inscrições. Alega que a plataforma pode esgotar-se, dificultando o acesso dos madeirenses aos percursos, e critica a falta de envolvimento dos utilizadores habituais no processo.
Reação e argumentos dos organizadores
Os participantes defenderam que os trilhos constituem um património construído ao longo de gerações e não devem ser bloqueados por regras consideradas desproporcionadas. A PR2 aparece como símbolo da ligação histórica entre o Curral das Freiras, Boaventura e o Pico Ruivo.
Quintal afirmou que pretende avançar com um abaixo-assinado para levar a questão à Assembleia Legislativa da Madeira. Afirmou que muitas pessoas apoiam, mas há receio de se assumirem publicamente, o que poderá atrasar o movimento.
Próximos passos e leitura institucional
Para os promotores, a questão é de princípio: o direito de circulação deve ser salvaguardado e o acesso livre aos trilhos não pode ficar comprometido. Garantiram que vão acompanhar o tema e defender a manutenção do direito de utilização pelos residentes.
Os organizadores asseguram que continuarão a monitorizar o processo e a atuar de forma cívica, com o objetivo de evitar restrições que afetem os utilizadores habituais dos trilhos, levadas e veredas da região.
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