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Advogado diz que Paulo Malafaia foi retratado como o diabo.

Advogado de Paulo Malafaia critica o MP, dizendo ter sido feito do empresário o “diabo em pessoa” e que a acusação é “mão cheia de nada”, nas alegações finais em Gaia

Observador
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  • Paulo Malafaia é um dos 16 arguidos na Operação Babel, acusado de corrupção e crimes económicos ligados a licenciamento urbanístico em Gaia, envolvendo os projetos Skyline, Centro Cultural e Riverside, com prisão preventiva de 23 meses.
  • Durante as alegações finais em Vila Nova de Gaia, o advogado Pedro Alhinho afirmou que o MP fez dele “o diabo em pessoa” e classificou a acusação como “uma mão cheia de nada e uma mão cheia de coisa nenhuma”.
  • O Ministério Público sustenta que Malafaia e Elad Dror combinaram promover os projetos em Gaia com favorecimentos por parte do antigo vice de Gaia, recebendo dinheiro e bens materiais como relógios.
  • O conjunto de arguidos inclui também o ex-vice-presidente da Câmara de Gaia Patrocínio Azevedo e o advogado João Pedro Lopes; Malafaia é acusado de dezenas de crimes económicos, entre corrupção e tráfico de influências.
  • A Câmara de Gaia, liderada por Luís Filipe Menezes, desistiu de ser assistente do processo e de pedir indemnização de 50 mil euros.

Paulo Malafaia, empresário imobiliário, é um dos 16 arguidos na Operação Babel, alegadamente ligado a crimes económicos e violação de licenciamento urbanístico em Gaia. O processo envolve projetos como Skyline, Centro Cultural e Riverside. A defesa aponta para uma prisão preventiva de 23 meses.

Durante as alegações finais no Tribunal de Vila Nova de Gaia, o abogado de Malafaia criticou o Ministério Público, dizendo que o MP transformou o empresário no “diabo em pessoa”, e descreveu a acusação como sem substância. O arguido tem apresentado apresentações periódicas às autoridades.

A acusação sustenta que Malafaia e Elad Dror teriam acordado desenvolver projetos imobiliários na cidade, com favorecimento por parte do antigo vice de Gaia, em troca de dinheiro e bens materiais, como relógios. Patrocínio Azevedo e João Pedro Lopes são apontados como outros envolvidos.

O conjunto de alegações inclui dezenas de crimes económicos, como corrupção e tráfico de influências, relacionados com licenciamento de obras em Gaia. Os projetos em questão são o Skyline/Centro Cultural e de Congressos, Riverside e o Hotel Azul.

A defesa alega que o MP lançou acusações sem fundamentação sólida, afirmando que as provas são insuficientes e que as testemunhas falam de forma contraditória. O advogado ressalta que o MP parece obcecado com Malafaia.

A Câmara de Gaia, liderada por Luís Filipe Menezes, desistiu de ser assistente no processo e de reclamar indemnização de 50 mil euros. O caso continua a ser objecto de controvérsia entre as partes e permanece em avaliação pelo tribunal.

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