- Os Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (TEPH) divulgaram uma carta aberta a defender a linha de frente e a valorização do trabalho, reagindo às críticas do presidente do INEM feitas na entrevista ao Público sobre a greve de 2024.
- A Inspeção-geral das Atividades em Saúde (IGAS) concluiu que apenas a paralisação que afetou o trabalho suplementar/horas extraordinárias, decretada pelo STEPH, foi comunicada ao INEM; os restantes avisos não foram comunicados diretamente, prejudicando a operacionalização dos serviços mínimos.
- O STEPH ameaça processar o presidente do INEM, alegando que este ataca os profissionais e preparando medidas legais para defender os trabalhadores.
- Os TEPH afirmam representar cerca de setenta por cento da força operacional do INEM e defendem que o reconhecimento, a formação e a escuta da realidade do pré-hospitalar são essenciais para um INEM mais forte.
- O presidente do INEM pretende colocar enfermeiros no atendimento das chamadas e entregar aos técnicos a gestão de meios de emergência, com uma triagem semelhante à dos hospitais nas centrais de atendimento.
Os Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (TEPH) publicaram uma carta aberta para defender a linha de frente e a valorização do trabalho. Respondem ao presidente do INEM, Luis Cabral, que criticou a atuação dos técnicos durante a greve de 2024.
A carta, divulgada nas redes sociais e a que a Lusa teve acesso, sustenta que a recusa de serviços extra não foi irresponsabilidade, mas um grito de alerta. Relembra que os profissionais estiveram presentes para servir o cidadão.
Os TEPH lembram ainda que a greve de 2024 não foi culpa sua e que o trabalho extraordinário tem sido possível graças a uma dedicação prolongada. O grupo afirma que o INEM precisa de reconhecer o seu papel na resposta pré-hospitalar.
Resposta pública dos TEPH e ações legais previstas
Nesta segunda-feira, o STEPH anunciou que pode processar o presidente do INEM, seguindo uma nota enviada à Lusa. O sindicato afirma que Cabral ataca a dignidade profissional dos TEPH e pode recorrer a medidas legais para defender os trabalhadores.
O STEPH também aponta que o INEM tenta criar um bode expiatório e que a direção pode desvalorizar a formação e as competências dos técnicos. O departamento jurídico analisa declarações para avaliar ações cabíveis.
A IGAS já tinha identificado falhas na comunicação de greves e na gestão de horários durante outubro e novembro de 2024. O relatório indicou que nem todos os avisos de greve foram comunicados ao INEM nem os serviços mínimos devidamente acionados.
Contexto institucional e próximos passos
O relatório da IGAS também aponta que a mitigação do impacto das greves sobre a operação dos CODU não ocorreu por falhas formais. Alineação entre sindicatos e entidade não foi acionada conforme o previsto em acordo coletivo.
As partes envolvidas continuam a discutir mecanismos de negociação e a forma de assegurar serviços mínimos. A disputa mantém o foco na valorização dos profissionais e na eficiência da resposta pré-hospitalar.
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