- José Luis Ábalos, ex‑ministro dos Transportes de Espanha e atual deputado, foi colocado hoje em prisão preventiva por suspeita de corrupção durante a pandemia de covid‑19.
- Ábalos torna‑se o primeiro deputado em funções a ser detido preventivamente, com a fiança rejeitada pela justiça.
- O ex‑assessor Koldo García também ficou em prisão preventiva, no âmbito do Caso Koldo.
- O empresário Víctor de Aldama, considerado intermediário, enfrenta acusações de organização criminosa, suborno e tráfico de influência.
- O Ministério Público solicita vinte e quatro anos de prisão para Ábalos e dezenove e meio para Koldo, além de multas; o caso envolve alegadas concessões irregulares de contratos de venda de máscaras à Soluciones de Gestión.
O ex-ministro dos Transportes de Espanha e atual deputado, José Luis Ábalos, foi colocado hoje em prisão preventiva pela justiça espanhola. A medida, sem possibilidade de fiança, atende ao pedido da acusação no Caso Koldo e visa evitar risco de fuga. Ábalos é o primeiro deputado espanhol a enfrentar prisão preventiva em funções.
Também foi encarcerado o ex-assessor Koldo García, cuja ação deu nome ao caso. O tribunal informou que a custódia preventiva é aplicável aos dois arguidos, com base em indícios de que teriam participado em um esquema de corrupção durante a pandemia de Covid-19. A decisão impede qualquer libertação mediante caução.
Medidas cautelares e alvos do esquema
O empresário Víctor de Aldama, ligado à empresa Soluciones de Gestión, também está sob investigação por organização criminosa, suborno e tráfico de influência. O Ministério Público avança com uma pena de quase quatro milhões de euros em multas e com base em informações de que contratos para venda de máscaras foram adjudicados irregularmente.
O Ministério Público جدa pede 24 anos de prisão para Ábalos e 19,5 anos para Koldo, por participação em organização criminosa, suborno, tráfico de influência, peculato e uso de informação privilegiada. Os queixosos, liderados pelo Partido Popular, pleiteiam 30 anos para ambos, além de acusações de abuso de poder e falsificação de documentos oficiais.
A acusação sustenta que o esquema teria como líder o ex-secretário de organização do PSOE, Santos Cerdán. Aldama pode enfrentar sete anos de prisão, pena atenuada pela confissão que permitiu evidenciar o alegado mecanismo de concessões de contratos públicos durante a pandemia.
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