Nvidia voltou ao mercado de dívida empresarial pela primeira vez desde 2021, ao emitir 25 mil milhões de dólares em obrigações. A operação angariou ordens superiores a 85 mil milhões, refletindo forte apetite de investidores pela exposição à IA. O preço da emissão foi fixado na segunda-feira.
A colocação, uma das maiores deste ano no sector tecnológico, foi originalmente estimada em 20 mil milhões, mas foi ampliada face à procura excedente. A elevada procura permitiu reduzir o custo de financiamento para a empresa.
A Nvidia afirmou que as receitas vão para gestão geral, incluindo reembolso e refinanciamento de obrigações existentes. O anúncio ocorreu num contexto de estabilização dos mercados de crédito por acordo EUA-Irão.
A empresa tem visto as suas necessidades de financiamento crescer à medida que investe em centros de dados e na procura de hyperscalers. A Nvidia encerrou a sessão de negociação com alta de 3,5%, a cotar-se a cerca de 212,45 USD por ação.
No mesmo ano, gigantes tecnológicos recorreram a emissões elevadas. Meta e Oracle emitiram 25 mil milhões cada; a Amazon concluiu uma emissão de 37 mil milhões, a maior de dívida com grau de investimento em 2026.
Para a Nvidia, a captação reduz a hipótese de diluição acionista, conferindo maior flexibilidade com compromissos de capital. A Alphabet, por seu turno, apontou para uma captação de capital próprio de 84,75 mil milhões de USD, com apoio de Berkshire Hathaway.
A Alphabet também reportou mais de 85 mil milhões de dólares de dívida no primeiro trimestre de 2026, elevando o total para acima de 100 mil milhões. A empresa planeia ampliar significativamente a capacidade de computação de IA até 2026.
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