- Brasileiras estão a conquistar espaço no mundo do vinho em Portugal, com Fasia Braga à frente da Menin Wine Company, que produziu 600 mil garrafas em 2025.
- A empresa, que opera 40 rótulos entre Menin e H.O., distribui vinhos por Portugal, Brasil e mercados como Estados Unidos, Dinamarca, Luxemburgo, Suíça e Malásia.
- O percurso é complementado por pioneiras históricas e contemporâneas portuguesas de referência, como Antónia Adelaide Ferreira e names atuais que incluem Filipa Pato, Maria João Pato, Diana Silva, Sandra Tavares da Silva e Joana Amorim.
- Outras brasileiras ativas no Douro, Dão e Algarve destacam-se, como Juliana Kelman, Fernanda Zuccaro, Bianca Rocha e Andressa Notiel, com a Quinta do Vianna a oferecer produção e experiências vínicas.
- Em formação e comunicação vínica, Andressa Notiel criou a Eviva Wine School em Portimão, enquanto Carla Reis enfrenta desafios de género na profissão, defendendo redes de apoio entre mulheres.
No panorama vinícola de Portugal, brasileiras vão ganhando espaço técnico e de gestão. A atuação passa pela direção de empresas, formação de profissionais e produção de vinhos, contribuindo para a internacionalização do setor.
Fasia Braga, brasileira e diretora-geral da Menin Wine Company, comanda operações há dois anos. A empresa produziu 600 mil garrafas entre as marcas Menin e H.O. no ano passado, distribuídas por Portugal, Brasil e mercados como EUA, Dinamarca e Suíça.
O trabalho de Braga enquadra-se num movimento mais amplo de presença feminina no setor. Ela ressalta que Portugal conta com mulheres em posições de referência, citando nomes como Susana Esteban, Filipa Pato e Sandra Tavares da Silva, e enfatiza a importância da competência e do compromisso com o território.
Produção e atuação regional
No Norte de Portugal, a produção é diversificada entre Douro, Dão e Vinhos Verdes, com nomes de destaque entre brasileiras que lideram projetos ou operam como formadoras e consultoras. Fernanda Zuccaro (Quinta Alta, Douro) e Bianca Rocha (Quinta do Vianna, Douro) integram a lista, cada uma com foco na qualidade.
Fernanda Zuccaro descreve a produção da Quinta Alta como reduzida, mas cuidadosa, com 25 mil garrafas por ano e nove rótulos sob as marcas Qualt e Zuccaro, já vendidas no Brasil. Outras profissionais atuam em fases distintas da cadeia, desde o engarrafamento até a promoção de experiências vínicas.
Formação, formação contínua e experiência no terreno
Andressa Notiel combina produção de vinhos no Dão com formação e consultoria, tendo fundado a Eviva Wine School em Portimão. A escola já formou mais de 500 alunos, destacando a conectividade entre formação técnica e prática no setor.
A sommelier Carla Reis, carioca com mais de 15 anos de experiência em Portugal, acumulou passagem por restaurantes de prestígio e pela Enoport. Sua atuação mostra a associação entre conhecimento técnico e condições de atuação em mercados de alto padrão.
Desafios e perceções
A presença feminina no vinho em Portugal é relatada como crescente, embora ainda haja barreiras. Carla Reis comenta dificuldades enfrentadas por mulheres em funções de alto nível, reforçando a necessidade de fortalecer redes de apoio entre profissionais.
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