- O festival Trengo arrancou no Porto, com dezenas de propostas ao ar livre gratuitas e espetáculos formais em salas.
- A estreia em sala acontece com o espetáculo “Corpo Nómada” no Coliseu do Porto.
- A proposta reúne Filipe Raposo (piano), dois acrobatas, João Paulo Santos e Joana Niciol, a cantora Rita Maria e um mastro chinês.
- A encenação descreve uma errância entre carne, ar e memória, num cenário de naufrágio com lençóis de plástico movidos por ventoinhas, explorando fronteiras e identidades.
- O espetáculo combina música, acrobacia e dança, apresentando uma linguagem poética sobre desejo, vulnerabilidade e a relação entre os corpos, ainda que com alguma inconsistência narrativa.
O festival Trengo arrancou na quarta-feira, no Porto, com propostas ao ar livre gratuitas e espetáculos em salas. A edição de 2026 abriu com a apresentação de Corpo Nómada no Coliseu do Porto, em formato de sala.
Corpo Nómada junta Filipe Raposo (piano), dois acrobatas, João Paulo Santos e Joana Niciol, a cantora Rita Maria e um mastro chinês. A encenação usa lençóis de plástico, ventoinhas e uma estética de naufrágio para explorar fronteiras e identidades.
No espectáculo, a dança e a música criam uma narrativa fragmentada entre sonho e memória. A dança acrobática transmite vulnerabilidade associada à confiança exigida no encontro humano.
Na região do palco, a música estabelece um idioma comum, com sons, respirações e silêncios que configuram uma linguagem íntima. A encenação enfatiza o desejo, a curiosidade e a relação entre os corpos.
A natureza transgressiva dos elementos — ar, mar e terra — molda uma cosmogonia em transformação constante. O movimento é o eixo, sem destino fixo, apenas a deriva que revela vínculos entre os intérpretes.
Apesar de pequenas falhas na passagem narrativa, o espetáculo é apreciado pela sua poesia e pela concentração técnica de Filipe Raposo. A apresentação encerra com uma breve síntese entre dança, som e imagem.
Para consultar as récitas dos próximos dias, consulte o programa oficial do festival.
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