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Bernardo Emídio não vive sem o cante alentejano

Bernardo Emídio lança single e EP de cante alentejano, consolidando a projeção do género após a final no Got Talent Portugal

Bernardo Emídio: "Nem sempre o cante teve a projeção que merecia"
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  • Bernardo Emídio, de 32 anos e natural de Beja, lança o single “Dá-me uma gotinha de água” e um novo EP, reforçando a sua carreira a solo baseada no cante alentejano.
  • O músico afirma que o cante alentejano é a sua grande paixão e que não consegue viver sem ele, mesmo reconhecendo a influência de diversas experiências no seu percurso.
  • A formação de Bernardo inclui o Conservatório Regional do Baixo Alentejo e o Hot Club de Lisboa; passou pelos Adiafa, fundou Os Vocalistas e já partilhou palco com Rui Veloso, António Zambujo e Paulo de Carvalho.
  • Em 2025, participou no Got Talent Portugal, chegando à final, o que lhe trouxe maior visibilidade e reconhecimento da sua voz e do cante.
  • Além da música, é tutor de dois grupos corais — um feminino e outro composto por pessoas reclusas do Estabelecimento Prisional de Beja — destacando o impacto transformador da arte.

Bernardo Emídio, de 32 anos, lançou recentemente o single Dar-me uma gota de água e um novo EP, reforçando a sua identidade como voz do cante alentejano, com o objetivo de chegar a públicos mais diferentes sem perder a raiz.

Natural de Beja, o músico iniciou aos 10 anos como baterista numa banda de rock. Prosseguiu a formação no Conservatório Regional do Baixo Alentejo e no Hot Club de Lisboa, experienciando vários estilos.

Ao longo da carreira, passou pelo grupo Adiafa, fundou Os Vocalistas e já atuou com nomes como Rui Veloso, António Zambujo e Paulo de Carvalho, sempre mantendo o cante como norte.

Para Bernardo, o cante alentejano é a grande paixão, que molda a forma como encara a música. O percurso musical transmite-lhe impactos positivos na interpretação.

A participação no Got Talent Portugal, em 2025, foi decisiva ao abrir maior visibilidade à sua voz e ao cante, permitindo chegar a mais gente em Portugal.

O artista defende que o género tem espaço, mas requer responsabilidade na inovação para preservar a essência do cante, mesmo ao explorar novas sonoridades.

Além da música, Bernardo é tutor de dois grupos corais, um feminino e outro constituído por reclusos do Estabelecimento Prisional de Beja, exercitando o poder transformador da música.

Numa prova de impacto humano, um recluso chegou a dizer ao músico que o cante lhe abriu uma nova vertente interior, trazendo-lhe calma e mudança.

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