- Patti Smith e o Soundwalk Collective apresentaram uma oração sonora de cerca de meia hora na igreja Santa Maria di Nazareth, como parte da inauguração do Pavilhão da Santa Sé na 61.ª Bienal de Veneza, em colaboração com a Onassis Culture.
- O espetáculo incluiu três peças criadas para a ocasião, com textos e hinos de Santa Hildegarda de Bingen, monja beneditina do século XII.
- A exposição do Pavilhão da Santa Sé, intitulada “O ouvido é o olho da alma”, é comissariada por Hans Ulrich Obrist e Ben Vickers, em colaboração com os Soundwalk Collective, e funciona em dois espaços em Veneza: Jardim Secreto e Santa Maria Ausiliatrice, reunindo 24 artistas.
- Entre os participantes estão Jim Jarmusch, Brian Eno, FKA twigs, Kali Malone e Meredith Monk; 21 peças apresentadas são sonoras, com uma rota de escuta contemplativa no Jardim Secreto.
- Stephan Crasneanscki, do Soundwalk Collective, descreveu o projeto como uma oração sonora para celebrar Hildegarda, enfatizando o valor do som e a experiência de escuta dentro do pavilhão.
Patti Smith e o Soundwalk Collective apresentaram uma performance de caráter místico na igreja Santa Maria di Nazareth, em Veneza, durante a abertura oficial do Pavilhão da Santa Sé da 61.ª Bienal. O espetáculo, com cerca de 30 minutos, foi encomendado pela Onassis Culture e integra a exposição intitulada O ouvido é o olho da alma.
A apresentação reuniu textos e hinos de Santa Hildegarda de Bingen, monja beneditina do século XII, cantados por Smith. A obra insere-se numa linha curatorial que privilegia a contemplação e uma cadência mais serena para a Bienal deste ano.
A exposição do Pavilhão da Santa Sé, comissariada por Hans Ulrich Obrist e Ben Vickers, fica nos espaços Jardim Secreto dos Carmelitas Descalças, em Cannaregio, e Santa Maria Ausiliatrice, em Castello. Reúne 24 artistas, entre eles Jim Jarmusch, Brian Eno, FKA twigs, Kali Malone e Meredith Monk, com 21 peças sonoras.
Os trabalhos foram encomendados para esta ocasião, e o percurso sonoro pela área externa convida os visitantes a uma escuta contemplativa. A experiência começa no Jardim Secreto, onde os ouvintes, com auscultadores, percorrem um trajeto único guiado pela coleção sonora dos Soundwalk Collective.
Stephan Crasneanscki, fundador do Soundwalk Collective, explicou que a ideia foi criar uma oração sonora para marcar a inauguração do Pavilhão dedicado a Hildegarda. A peça foi gravada em Nova Iorque e desenha uma ponte entre o jardim, a capela do mosteiro e a experiência de contemplação proposta.
O coletivo, sediado entre Berlim e Nova Iorque, já colaborou com Smith há quase 15 anos. Em Veneza, a ideia foi valorizar o som como forma de arte autónoma, destacando a natureza presente no espaço como elemento que intensifica a experiência sonora.
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