- O concerto Assim a Casa Seja, criado por Amélia Muge e Filipe Raposo, estreia-se no Teatro Maria Matos, em Lisboa, na noite de quarta-feira, 26 de maio, às 21h, com a presença de Lídia Jorge.
- A peça nasce de uma parceria entre Muge e Raposo, criada originalmente para o Festival Literário Internacional de Querença, em 2025, e agora adaptada para o espaço lisboeta.
- O espetáculo une poemas de Lídia Jorge a temas de autores como Luís de Camões, António Ramos Rosa, Herberto Helder e Hélia Correia, com três composições novas inspiradas na poetisa.
- O tema central é a casa enquanto espaço poético, atravessando poemas e leituras curtas que ligam canções, num formato de diálogo entre os poetas.
- Homenageia ainda Mísia, com participação de Ricardo Parreira na guitarra portuguesa, ligada aos poemas de Lídia cantados pela dupla em memória da intérprete falecida em 2024.
A cidade de Lisboa recebe nesta quarta-feira um concerto diferente. Assim a Casa Seja, criado por Amélia Muge e Filipe Raposo, estreia no Teatro Maria Matos. O espetáculo é inspirado no universo literário de Lídia Jorge e contará com a presença da escritora.
A iniciativa nasceu no Festival Literário Internacional de Querença (FLIQ), em Loulé, para a edição de 2025. A dupla manteve a ligação com o tema da casa, da natureza e da utopia, convertendo a leitura em recital musical. A obra tem versões anteriores, com outras plateias.
A casa como espaço poético
No alinhamento, versos passam de poeta para poeta, numa conversa entre autores. Entre eles estão Camões, Ramos Rosa, Herberto Helder e Hélia Correia, num formato que une poesia e música. Três temas novos foram criados para o espetáculo a partir de poemas de Lídia Jorge.
Cai a chuva no portal é uma das peças musicadas por Filipe Raposo. O tema mantém a ideia da casa como fio condutor. Ao longo da noite serão lidos excertos curtos que ligam as canções, reforçando o conceito de espaço poético.
Memória de Mísia
A homenagem a Lídia Jorge inclui uma referência à cantora Mísia (1955-2024). Ricardo Parreira participa com guitarra portuguesa, ajudando a contextualizar a memória da poetisa cantada pela Mist. Do conjunto de fados, dois poemas de Lídia Jorge ganham nova interpretação.
Mísia gravou quatro fados com poemas de Lídia Jorge, em obras lançadas entre 1998 e 2022. No concerto, Amélia Muge cantará temas como Sou de vidro e Tarde longa, em ligação com a homenagem à artista falecida.
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