- A soprano britânica Felicity Lott morreu aos 79 anos, vítima de cancro diagnosticado há um ano; o anúncio foi feito pela sua agente no domingo.
- Nascida em Cheltenham em 1947, estreou-se na ópera em 1975, na versão de A Flauta Mágica de Mozart.
- Foi amplamente reconhecida pela interpretação de personagens de Mozart e Strauss, o que lhe valeu uma reputação internacional.
- Também destacada pelo repertório francês, tendo sido condecorada com a Legião de Honra em França; as últimas atuações ocorreram em 2024 em Paris e, em 2025, no Théâtre de Athénée.
- Atuou várias vezes em Portugal, nomeadamente em Lisboa em 2009 com a Orquestra Metropolitana, em Sintra em 2010 e no Ciclo de Canto Gulbenkian em 2005.
Felicity Lott, soprano britânica com mais de quatro décadas de carreira, morreu na sexta-feira aos 79 anos. A agente da artista confirmou a notícia, acrescentando que a morte se deve a um cancro diagnosticado há um ano.
A soprano nasceu em Cheltenham, em 1947. Iniciou a música ainda criança, a tocar piano e violino, e estreou-se na Ópera em 1975, em A Flauta Mágica, de Mozart. O seu repertório abrangeu Handel e Stravinsky, mas destacou-se sobretudo pela interpretação de Mozart e Strauss.
Conhecida pela graciosidade e pela paixão pela língua francesa, Lott também se destacou no repertório francês, incluindo obras de Ravel, Chausson e Poulenc. Foi condecorada com a Legião de Honra em França.
Carreira internacional
As últimas atuações tiveram lugar em 2024 na Ópera Bastille, em Paris, e 2025 no Théâtre de l’Athénée, também em Paris. A artista era reconhecida pela qualidade vocal e pela presença em palcos de eleição.
Lott atuou várias vezes em Portugal, incluindo 2009 com a Orquestra Metropolitana de Lisboa no Grande Auditório da Culturgest, em Lisboa. Em 2010 participou no Festival de Música de Sintra, interpretando obras de Schubert e Strauss.
Em 2005 apresentou-se no Ciclo de Canto Gulbenkian, no Grande Auditório da Fundação Calouda Gulbenkian, acompanhada pelo pianista Graham Johnson, com um programa que incluiu Mozart e Schumann.
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