- Não houve votação direta sobre a participação de Israel no festival; afirmar que 70% dos membros votaram pela permanência é falso.
- Em dezembro de 2025 foi aprovada uma nova norma pela Assembleia Geral da União Europeia de Radiodifusão que, na prática, eliminou a necessidade de uma votação específica sobre Israel.
- Houve pedidos para uma votação específica sobre Israel, mas a presidência da UER rejeitou esse pedido; a Espanha avançou a tentativa com apoio de outros países.
- Cinco países boicotaram a última edição do festival por Israel manter-se entre os concorrentes: Espanha, Eslovénia, Países Baixos, Irlanda e Islândia.
- Em 2025 Israel ficou em segundo lugar no concurso, gerando discussões sobre o sistema de votação e o uso de votos públicos.
O que aconteceu: uma entrevista que circulou online sugeria que a União Europeia de Radiodifusão votou diretamente para manter Israel na Eurovisão. A afirmação ficou conhecida como falsa após verificação de contexto. A final da edição em causa realizou-se no fim de semana anterior.
Quem está envolvido: Martin Green, diretor do festival da Eurovisão, é quem originalmente afirmou haver consenso entre emissoras da UER sobre a permanência de Israel. A alegação foi questionada por utilizadores e por veículos de imprensa, que apontaram a inexistência de uma votação direta sobre o tema.
Quando e onde: a entrevista ocorreu em meados de maio, com a final da edição referida a acontecer numa cidade europeia. Em anos recentes, Israel tem gerado debates sobre a participação no certame, com boicotes de alguns países.
Por que: o evento gerou controvérsia desde 2024, com mudanças de regras em 2025 que influenciaram o formato de votação. Em dezembro de 2025, a Assembleia Geral aprovou um novo conjunto de regras para 2026, incluindo a posição de não exigir referendo específico sobre a participação de Israel.
Veredicto
A alegação de que 70% dos membros votaram pela permanência de Israel é falsa. Não houve votação direta sobre a participação de Israel na Eurovisão. O regimento de 2026 foi aprovado com cerca de 70% dos votos, mas sem exigir votação específica sobre o país.
Contexto adicional
Em 2025, países como Espanha, Eslovénia, Países Baixos, Irlanda e Islândia anunciaram boicotes à edição, num contexto de discussão sobre a presença israelita no concurso. Israel recebeu votação alta do público em anos anteriores, o que suscitou investigações sobre campanhas de apoio nas redes sociais. Fontes de referência destacam que a votação ocorreu de forma agregada, sem um voto único sobre a participação de Israel.
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