- O Festival Internacional de Jazz de Tashkent trouxe artistas da Europa, Américas e Ásia Central para concertos gratuitos ao ar livre, com público a crescer.
- O cartaz incluiu Stanley Clarke, Incognito, GoGo Penguin, Tigran Hamasyan e o quarteto de Kurt Elling; a noite final contou com músicos uzbeques liderados por Mansur Tashmatov.
- A iniciativa é organizada pela Fundação para o Desenvolvimento da Arte e da Cultura do Uzbequistão, sob a égide da UNESCO.
- Houve noites com chuva, como a atuação de Gunhild Carling, que manteve o público no recinto e reforçou a ligação entre artistas e espectadores.
- A Fundação afirma aumento constante do interesse público e do turismo cultural ligado ao festival desde o seu lançamento, em dois mil e dezasseis.
O Festival Internacional de Jazz de Tashkent reuniu músicos de várias regiões em concertos gratuitos ao ar livre, contribuindo para o aumento do público e do interesse internacional. O evento acontece na capital uzbeque desde 2016 e é organizado pela Fundação para o Desenvolvimento da Arte e da Cultura do Uzbequistão, com apoio da UNESCO.
Nestas noites amenas de abril, milhares de pessoas ocuparam o espaço à frente do Palácio dos Fóruns Internacionais. O público escolhia entre ficar junto ao palco ou desfrutar da relva com amigos e familiares. Grandes ecrãs proporcionavam planos de artistas em atuação.
Stanley Clarke, com quatro Grammys e uma carreira de mais de cinco décadas, foi um dos cabeças de cartaz. A atuação contou com músicos que já trabalham juntos há muitos anos, incluindo o baterista jovem que acompanha Clarke desde os 16 anos.
Muhitdin Jalolov assistiu à apresentação na relva, acompanhado pelos dois netos, destacando a experiência como forma de apresentar a música à nova geração. A organização sublinha que o cartaz deste ano combina artistas internacionais com talentos locais.
Diversidade no cartaz
Incognito, GoGo Penguin, Tigran Hamasyan e o quarteto de Kurt Elling integram o programa, ao lado de convidados pelas embaixadas da Roménia e de Israel. A noite de encerramento fica a cargo de músicos uzbeques liderados por Mansur Tashmatov, reconhecido como Artista do Povo do Uzbequistão.
A chuva não travou as atuações na noite anterior, quando Gunhild Carling subiu ao palco, acompanhado pelo público. O festival também atrai turistas, como Saga Almen, sueca que visitava as cidades históricas do Uzbequistão e acabou por experimentar o evento.
Bluey Maunick, fundador dos Incognito, considerou a visita a Tashkent uma primeira experiência a este nível. O vocalista Tony Momrelle afirmou que a cidade tem mostrado um acolhimento especial, destacando a produção de alto nível do festival.
Impacto cultural e turístico
A Fundação refere que o interesse do público cresce de forma contínua, com mais visitantes internacionais. O festival, gratuito e ao ar livre, mantém o formato utilizado desde o início para atrair artistas de renome e público diversificado.
Desde o lançamento, o festival tem sido visto como instrumento de abertura cultural, turismo e diplomacia musical. A Fundação aponta que, com o tempo, os artistas passam a ver o evento como um marco cultural com significado, para além de um simples concerto.
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