- LSD é o projeto de ProfJam (Mário Cotrim), com 16 temas, marcando uma aproximação entre amor e corpo nas letras e batidas.
- O disco distingue-se de MDID — Música de Intervenção Divina — ao colocar a mente em segundo plano e privilegiar o sensual, com influências de trap, electrónica de dança e toques africanos.
- Convidados incluem Ana Moura em Bailar, Plutónio em Pensar em ti e Ivandro, com as colaborações moldando um apelo radiofónico sem abandonar o autotune característico de Cotrim.
- Destaques como Sozinho elevam o álbum, com batida aérea e mão de Malte Marten, mostrando o voo pretendido; Bailar sobe o ritmo, enquanto Príncipe alterna entre autotune e flow.
- Partes como Lado negro e Bounça remetem a MDID, mantendo a voz de ProfJam sempre presente, embora o conjunto esteja menos variado do que o leitor poderia desejar.
O disco LSD, de ProfJam, viu a luz após um longo processo de edição. Composto por 16 faixas, marca a passagem do rótulo de intervenção religiosa para uma abordagem centrada no corpo, com letras que exploram o amor e o carnal. A produção mantém o traço vocal marcante do artista.
A obra continua a permitir que o rapper se destaque pela voz, com os instrumentais a desempenharem papel secundário face ao autotune. O projeto destaca ligações entre trap, electrónica de dança e ritmos africanos, mantendo a assinatura de ProfJam.
Colaborações e consistência do álbum
Diversos convidados aportam ao LSD, incluindo Plutónio em Pensar em ti e Ivandro, que aportam o seu tom radiofónico. Ainda assim, o conjunto mantém a fórmula já conhecida pelo público, com menores variações de estilo entre faixas. Nota-se a ausência de NR6, anunciada como parte do projeto.
Momentos de maior impacto
A faixa Príncipe mostra um equilíbrio entre autotune e flow, com um desfecho que sugere uma aproximação ao house. Sozinho eleva o tom criativo, com percussão handpan de Malte Marten a marcar a atmosfera — uma das passagens mais elevadas do disco.
Outros temas e leitura global
Lado negro e Bounça devolvem a tensão de MDID, explorando a plasticidade vocal de ProfJam. Em Lado negro, a voz se revela através de uma paisagem sonora com sintetizadores densos; em Bounça, o rap ganha cadência mais agressiva, porém o arranque repetitivo pode soar cansativo em várias faixas.
Observações finais
O álbum apresenta maior ênfase na expressão corporal do amor, mantendo a identidade vocálica de ProfJam. Embora alguns momentos se tornem previsíveis, há trechos em que a abordagem experimental se afirma, especialmente na faixa Sozinho. A edição final confirma LSD como uma obra coesa dentro da discografia do artista.
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