- Didier Awadi, músico senegalês e um dos pais fundadores do hip-hop africano, dirige o Studio Sankara, criado em 2003 em Dakar.
- Aos 56 anos, ele é produtor, empresário e ativista pan-africanista.
- O tema central é as transformações provocadas pela inteligência artificial na indústria musical.
- Awadi afirma que “ou nos adaptamos ou morremos” perante a IA.
- O Studio Sankara é um espaço audiovisual que tem sido importante na história da música africana contemporânea.
Didier Awadi afirma que a inteligência artificial está a reformular a música. O músico senegalês, um dos pais fundadores do hip-hop africano, conduz o Studio Sankara, criado em 2003 em Dakar. O hub audiovisual é hoje uma referência na produção e ativismo pan-africano.
Awadi diz que as mudanças provocadas pela IA trazem distorções no setor. Segundo ele, é preciso adaptar-se rapidamente para não ficar fora do mercado, sob risco de perder oportunidades de criação e de emprego.
Studio Sankara tornou-se um espaço de debate sobre direitos autorais, modelos de negócio e acesso a ferramentas. O objetivo é acompanhar a evolução tecnológica mantendo a produção artística africana presente globalmente.
Impacto da IA na música
A preocupação de Awadi foca-se na forma como a IA pode afetar a criação, a distribuição e a remuneração dos artistas. O músico e ativista defende abordagens transparentes e políticas públicas que protejam criadores e comunidades locais.
Entre os temas debatidos estão os custos de implementação de tecnologias, a necessidade de literacia digital e a garantia de que os direitos dos criadores sejam preservados. O debate envolve artistas, produtores e plataformas.
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