- Alexandre Pomar questiona o preço de obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado (CACE), considerando-os exorbitantes face ao mercado.
- O relatório de 2025 da CACE aponta 58 aquisições no total de 780 mil euros.
- Pomar aponta exemplos: 40 mil euros pela obra Festa das Cruzes e três peças de Pancho Guedes; também questiona The Tearoom, vendida pela Galeria Cristina Guerra por 79 950 euros.
- O crítico afirma que as compras são decididas por uma comissão sem critério, sugerindo que o processo favorece artistas em detrimento do interesse de museus e do público.
- A comissão da CACE, que responde à Ministra da Cultura, afirma manter confiança no trabalho da curadora Sandra Vieira Jürgens e dos membros, assegurando que as aquisições cumprem valores de mercado.
A polémica sobre os preços das obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado (CACE) ganhou força com as críticas do crítico Alexandre Pomar. O tema surgiu após a divulgação do relatório de 2025, que revela 58 compras, totalizando 780 mil euros. Pomar aponta valores inflacionados em relação ao mercado e coloca em cause a lógica das aquisições.
O crítico aponta obras específicas como igualmente problemáticas, incluindo uma aquisição de 40 mil euros para a obra Festa das Cruzes e três peças de Pancho Guedes que, na opinião dele, não refletem plenamente a obra do artista. Também aponta a venda de The Tearoom, alegadamente em segunda mão, por quase 80 mil euros, questionando a justificação dos preços.
A reação de Pomar ganhou eco nas redes e na imprensa, com ele a defender que as aquisições parecem feitas por uma comissão com pouca transparência, sem critério museológico. Questiona quem aprovou os valores e se houve uma avaliação adequada dos vendedores e das obras.
Contexto e reação
A CACE foi criada em 2019 para identificar obras de artistas plásticos contemporâneos, com prioridade à produção nacional, para integração na coleção. O programa é dirigido pela curadora Sandra Vieira Jürgens e responde diretamente à ministra da Cultura, Margarida Balseiro.
A comissão afirma manter confiança no trabalho da curadora e dos membros, assegurando que as compras refletem valores de mercado. Admite o papel de selecionar artistas e obras, sem entrar em negociações diretas com artistas ou galeristas. A ministra não comentou publicamente o caso.
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