- Jorge Palma foi distinguido com o Prémio Carreira na oitava edição dos Play — Prémios da Música Portuguesa, numa cerimónia no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, onde também foram premiados Mizzy Miles, Sara Correia, Napa e Calema.
- O prémio foi entregue pelo secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos; Palma agradeceu aos profissionais do SNS e apelou a uma reforma eficaz da cultura para valorizar o setor.
- O músico pediu que o espírito de Abril seja reinventado, defendendo liberdade, justiça e democracia, e afirmou que a cultura não deve ser apenas memória, mas um motor de mudança.
- Além do Carreira, receberam prémios Carminho (Melhor Álbum de Fado), Mizzy Miles (Melhor Álbum de Jazz) e Vaitimbora (Prémio Lusofonia); Oh Clementina ficou com Melhor Canção Ligeira e Popular.
- Toy pediu boicote ao Festival Eurovisão da Canção devido à participação de Israel; a cerimónia incluiu ainda homenagens musicais de Tim, Sérgio Godinho, Marisa Liz, Inês Marques Lucas e dos filhos de Jorge Palma.
Jorge Palma foi distinguido com o Prémio Carreira na oitava edição dos Play — Prémios da Música Portuguesa, numa cerimónia no Coliseu dos Recreios, em Lisboa. A entrega teve a direção da Audiogest e contou com a presença de diversas personalidades da música nacional.
O secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos, entregou o prémio a Palma, que apareceu com um cravo vermelho. O músico agradeceu aos profissionais que o acompanham ao longo da carreira, em especial aos trabalhadores do SNS que o apoiam com poucos recursos.
Durante o evento, Palma apelou à continuação do espírito do 25 de Abril, defendendo a necessidade de manter viva a memória e a luta pela liberdade, justiça e democracia. Também sublinhou a importância de reformar o sector cultural para valorizar a produção artística.
Antes da cerimónia de entrega, Palma foi homenageado com uma atuação de vários artistas, incluindo Tim, Sérgio Godinho, Marisa Liz e Vicente e Francisco Palma. Os espetáculos incluiram temas emblemáticos do artista e da sua geração.
Além do Prémio Carreira, a edição atribuiu distinções em 14 categorias. Carminho venceu Melhor Álbum de Fado com Eu Vou Morrer de Amor ou Resistir, repetindo nomeação nesta edição.
O Play de Melhor Álbum foi para Mizzy Miles, com Fim do Nada. A lista de vencedores incluiu Calema, Napa, Sara Correia e Vaitimbora, entre outros, refletindo a diversidade da música portuguesa.
Na cerimónia, o Prémio da Crítica ficou com os Mão Morta, por Viva La Morte! Adolfo Luxúria Canibal, na altura, destacou a relação entre palco, disco e a luta contra o ressurgimento de fascismos.
Toy, artista convidado, obteve o Play de Melhor Canção Ligeira e Popular, e chamou ao boicote ao Festival Eurovisão da Canção devido à participação de Israel, em virtude de ataques na Faixa de Gaza.
Na mesma sessão, Oh Clementina venceu Melhor Canção Ligeira e Popular e Moleirinha recebeu o prémio de Melhor Videoclipe. A categoria Canção do Ano ficou com Pôr do Sol, dos Vizinhos, via votação do público.
A cerimónia incluiu ainda o momento Um minuto para calar o ódio, com intervenções de atores e artistas que reiteraram o combate ao discurso de ódio online e pediram responsabilidade na partilha de conteúdos.
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