- A Live Nation Entertainment fechou um acordo com o Departamento de Justiça dos EUA num processo de conduta monopolista no setor de eventos ao vivo, buscando benefícios mais rápidos para artistas e fãs.
- Nova Iorque e mais 24 estados, além de Washington, D.C., consideram o acordo insuficiente e preparam novos processos; a empresa venderá até 13 anfiteatros e não poderá retaliar locais que recusarem usar a Ticketmaster.
- A Ticketmaster, controlada pela Live Nation, terá de abrir a sua tecnologia a outras plataformas de venda e revenda de bilhetes, como a SeatGeek e a StubHub, e a empresa pode pagar até 280 milhões de dólares para encerrar as queixas.
- O acordo precisa de aprovação judicial e de consulta pública; as ações da Live Nation subiram cerca de 4,6% após as primeiras notícias.
- Reações divididas: críticos dizem que o acordo não resolve o monopólio; a procuradora-geral de Nova Iorque não aderiu ao acordo; a Live Nation já atua em Portugal desde 2024 com a Ritmos&Blues e a gestora da Meo Arena.
A Live Nation Entertainment chegou a um acordo com o Departamento de Justiça dos EUA, no âmbito de um processo por conduta monopolista na indústria de eventos ao vivo. O entendimento visa pôr fim a disputas sobre práticas de promoção e venda de bilhetes e pode acelerar benefícios para artistas e fãs. O caso correu enquanto a ação estava em tribunal.
O acordo prevê que a Live Nation, proprietária da Ticketmaster e de várias salas de concerto, venderá até 13 anfiteatros. Fica ainda impedida de retaliar locais que recusarem usar a Ticketmaster para bilhetes, entre outras medidas para ampliar opções aos artistas e aos espaços.
A proposta também obriga a Ticketmaster a introduzir um canal autónomo que permita ligar a outras plataformas de venda e revenda de bilhetes. Além disso, a empresa pode ser obrigada a pagar até 280 milhões de dólares para resolver queixas estaduais.
O que muda para o mercado
Para Nova Iorque e 24 outros estados, mais Washington, D.C., o acordo não é suficiente e preparam novos processos contra a empresa. O objetivo é dissolver o que apelidam de domínio de mercado da Ticketmaster/Live Nation.
ALive Nation manterá o controlo sobre várias salas de concerto de grande dimensão, mas o acordo impõe alterações significativas na relação com locais e artistas. A avaliação do acordo depende ainda da aprovação de um juiz e de uma consulta pública.
Reações e próximos passos
O presidente da Live Nation, Michael Rapino, afirmou satisfação com o avanço que dá mais poder aos artistas e aos locais. As ações da empresa subiram cerca de 4,6% após o anúncio inicial.
Foram críticas de alguns participantes do setor, que dizem que o montante do acordo é insuficiente para travar o monopólio. Advogados e ex-executivos destacam que mudanças adicionais são necessárias para alterar dinâmicas de mercado.
A procuradora-geral de Nova Iorque, Letitia James, anunciou que não aderiu ao acordo, argumentando que este não resolve o monopólio central do caso e beneficiaria a empresa em detrimento dos consumidores.
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