Em Alta futeboldesportoPortugalinternacionaispessoas

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Live Nation chega a acordo com o Departamento de Justiça dos EUA

Live Nation chega a acordo com o Departamento de Justiça; estados preparam ações adicionais, após o acordo limitar condutas da empresa e abrir portas a plataformas rivais

Michael Rapino, CEO da Live Nation, à saída do tribunal de Nova Iorque
0:00
Carregando...
0:00
  • A Live Nation Entertainment fechou um acordo com o Departamento de Justiça dos EUA num processo de conduta monopolista no setor de eventos ao vivo, buscando benefícios mais rápidos para artistas e fãs.
  • Nova Iorque e mais 24 estados, além de Washington, D.C., consideram o acordo insuficiente e preparam novos processos; a empresa venderá até 13 anfiteatros e não poderá retaliar locais que recusarem usar a Ticketmaster.
  • A Ticketmaster, controlada pela Live Nation, terá de abrir a sua tecnologia a outras plataformas de venda e revenda de bilhetes, como a SeatGeek e a StubHub, e a empresa pode pagar até 280 milhões de dólares para encerrar as queixas.
  • O acordo precisa de aprovação judicial e de consulta pública; as ações da Live Nation subiram cerca de 4,6% após as primeiras notícias.
  • Reações divididas: críticos dizem que o acordo não resolve o monopólio; a procuradora-geral de Nova Iorque não aderiu ao acordo; a Live Nation já atua em Portugal desde 2024 com a Ritmos&Blues e a gestora da Meo Arena.

A Live Nation Entertainment chegou a um acordo com o Departamento de Justiça dos EUA, no âmbito de um processo por conduta monopolista na indústria de eventos ao vivo. O entendimento visa pôr fim a disputas sobre práticas de promoção e venda de bilhetes e pode acelerar benefícios para artistas e fãs. O caso correu enquanto a ação estava em tribunal.

O acordo prevê que a Live Nation, proprietária da Ticketmaster e de várias salas de concerto, venderá até 13 anfiteatros. Fica ainda impedida de retaliar locais que recusarem usar a Ticketmaster para bilhetes, entre outras medidas para ampliar opções aos artistas e aos espaços.

A proposta também obriga a Ticketmaster a introduzir um canal autónomo que permita ligar a outras plataformas de venda e revenda de bilhetes. Além disso, a empresa pode ser obrigada a pagar até 280 milhões de dólares para resolver queixas estaduais.

O que muda para o mercado

Para Nova Iorque e 24 outros estados, mais Washington, D.C., o acordo não é suficiente e preparam novos processos contra a empresa. O objetivo é dissolver o que apelidam de domínio de mercado da Ticketmaster/Live Nation.

ALive Nation manterá o controlo sobre várias salas de concerto de grande dimensão, mas o acordo impõe alterações significativas na relação com locais e artistas. A avaliação do acordo depende ainda da aprovação de um juiz e de uma consulta pública.

Reações e próximos passos

O presidente da Live Nation, Michael Rapino, afirmou satisfação com o avanço que dá mais poder aos artistas e aos locais. As ações da empresa subiram cerca de 4,6% após o anúncio inicial.

Foram críticas de alguns participantes do setor, que dizem que o montante do acordo é insuficiente para travar o monopólio. Advogados e ex-executivos destacam que mudanças adicionais são necessárias para alterar dinâmicas de mercado.

A procuradora-geral de Nova Iorque, Letitia James, anunciou que não aderiu ao acordo, argumentando que este não resolve o monopólio central do caso e beneficiaria a empresa em detrimento dos consumidores.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais