- O Mozambique Music Meeting contou com António Marcos, figura maior da marrabenta, e o violoncelista Jaques Morelenbaum, numa conversa com Mia Couto.
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- O encontro decorreu no Café-Bar Gil Vicente, em Maputo, onde Marcos atuou num palco de dimensões reduzidas.
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- O espaço, rodeado por teclados, guitarra, baixo e bateria, condicionou os movimentos do cantor.
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- A voz de Marcos destacou-se pela tonalidade quente, com a dança na sala a acompanhar o ritmo.
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- O músico ficou marcado pela imagem de luvas brancas e boina militar.
O Mozambique Music Meeting reuniu António Marcos, figura determinante da marrabenta, e Jaques Morelenbaum, violoncelista, num debate com Mia Couto sobre a música e a cultura moçambicana, no Café-Bar Gil Vicente, em Maputo. O encontro faz parte da programação do festival, que celebra a rica tradição musical do país.
António Marcos subiu ao palco com uma equipa reduzida, rodeado por teclados, guitarra, baixo e bateria. O músico criou uma experiência intimista, onde o carisma e a presença de palco compensaram o espaço estreito. O público acompanhou com entusiasmo, num ambiente de sala suada e atmosfera quente.
Jaques Morelenbaum participou na conversa com Mia Couto, proporcionando uma perspetiva internacional sobre a marrabenta e a música moçambicana. O diálogo entre os intervenientes destacou as ligações entre as tradições locais e perspetivas globais, num formato de intercâmbio entre gerações.
Desdobramentos do encontro
A atuação de António Marcos enfatizou a expressividade da marrabenta, mantendo o foco na voz e nos timbres característicos. O público permaneceu atento, acompanhando as mudanças de andamento com a dança discreta ao longo da noite.
Jaques Morelenbaum sugeriu caminhos de preservação e renovação do património musical, contribuindo para o debate sobre o futuro da música popular em Moçambique. Mia Couto fez a mediação, conduzindo perguntas que ampliaram a reflexão sobre identidade e criativa.
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