- Os Bandidos do Cante chegaram a Beja às 7 horas de domingo e foram ao Silarca-Festival do Cogumelo, em Cabeça Gorda, para celebrar a vitória no Festival da Canção.
- O tema Rosa, baseado no cante alentejano, foi destacado como vencedor, embora não tenha sido interpretado por questões regulamentares; o prémio foi exibido.
- Francisco Raposo, 26 anos, disse ao JN estar feliz com o triunfo e revelou que o grupo acredita que o cante alentejano com um toque próprio pode funcionar.
- Francisco Pereira, nascido no Portel, não é bejense; o grupo reforçou as raízes alentejanas e afirmou querer representar Portugal além do Alentejo.
- O quinteto surgiu no projeto Casa, com D.A.M.A. e Buba Espinho, recebeu o apelido de Bandidos do Cante de Kasha e já atuou na Ovibeja, com perspetivas de Eurovisão.
Beja recebeu, na manhã de domingo, a vitória dos Bandidos do Cante no Festival da Silarca e do Cogumelo, após uma noite de celebração. O quinteto chegou às 7h à vila alentejana e, cerca de cinco horas depois, já atuava em Cabeça Gorda, na aldeia de Silarca.
No festival de Cabeça Gorda, as cinco jovens pessoas do grupo reuniram-se junto de familiares e amigos, que aplaudiram o triunfo conquistado com o tema Rosa, inspirado no cante alentejano. O prêmio foi exibido, apesar de o tema não ter sido interpretado por questões regulamentares.
Francisco Raposo, que integra o grupo, mostrou-se emocionado com o reconhecimento, salientando que o estilo alentejano com uma abordagem moderna contribuiu para o sucesso. O grupo destacou que pretende representar Portugal por completo, não apenas o Alentejo, em futuros palcos nacionais.
Motivação e percurso
Kiko, outro elemento, reforçou que o projeto ganhou impulso com a participação em Ovibeja e com o apoio de produtores como D.A.M.A. e Buba Espinho, que apelidaram o grupo de Bandidos do Cante. O grupo começou com o projeto Casa e ganhou visibilidade com o tema Amigos coloridos.
Francisco Pestana, de 25 anos, explicou que as raízes alentejanas continuam presentes na música, visando atingir públicos de várias idades. O triunfo no festival é visto como um marco que reforça a presença de artistas do Alentejo na música portuguesa, com ambição europeia.
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