- A EGEAC informou que Rita Rato não será reconduzida no cargo de diretora do Museu do Aljube — Resistência e Liberdade, com o vínculo a terminar a 31 de março.
- Rato assumia a direção do museu em 2020, sucedendo Luís Farinha, estando em regime de comissão de serviço desde janeiro de 2026.
- A decisão foi comunicada aos conselheiros do Museu do Aljube na quinta-feira, e a EGEAC ainda não se pronunciou oficialmente sobre o assunto.
- Esta notícia surge dias depois de o Diário Público ter avançado que Francisco Frazão deixará de ser diretor artístico do Teatro do Bairro Alto, outra entidade gerida pela EGEAC.
- Durante o mandato, o museu destacou exposições temporárias, envolvimento com escolas, publicação de livros, recolha de testemunhos de resistentes antifascistas e criação do Arquivo Digital, além de iniciativas de acesso e inclusão.
Rita Rato foi afastada pela EGEAC da direção do Museu do Aljube – Resistência e Liberdade. A decisão acompanha outra mudança nos equipamentos culturais geridos pela Câmara de Lisboa, após a saída de Francisco Frazão do Teatro do Bairro Alto. A confirmação foi comunicada esta quinta-feira às conselheiras do museu, com o fim do vínculo a 31 de Março.
Rita Rato, antiga deputada do PCP, dirigia o museu desde 2020, em regime de comissão de serviço. Em mensagem enviada aos conselheiros, a directora cessante agradeceu a equipa de 13 pessoas e o conjunto de projetos que esteve envolvida, incluindo ações com escolas e comunidades nacionais e internacionais.
Ao longo de quase seis anos de gestão, foram realizadas 21 exposições temporárias, reforçando o serviço educativo com mais de 45 mil estudantes de 940 escolas. O museu também editou oito livros e reuniu cerca de 14 mil documentos para o Arquivo Digital.
Contexto institucional
Rita Rato destacou ainda os Exposições Itinerantes, que atingiram mais de 170 espaços culturais, bem como o Museu Acessível, que incluiu visitas com intérprete de Língua Gestual Portuguesa e audiodescrição. O objetivo foi ampliar o acesso a públicos com necessidades específicas.
Francisco Frazão ficou a saber, no início da semana, que não seria reconduzido como director artístico do Teatro do Bairro Alto. O conjunto de mudanças ocorre numa altura em que a EGEAC continua sem um novo conselho de administração nomeado.
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