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Amnistia Internacional reitera pedido de proteção dos direitos das mulheres

CSW70 surge num momento de ataques à justiça de género, com defensores impedidos de entrar nos Estados Unidos (EUA) e sobreviventes enfrentando barreiras à reparação

secretária-geral da organização não-governamental de defesa dos direitos humanos, Agnès Callamard
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  • Amnistia Internacional diz que a CSW70 surge num momento urgente, com a justiça de género sob ataque e muitos defensores impedidos de entrar nos Estados Unidos.
  • A organização acusa movimentos anti-direitos, apoiados por Estados Unidos, pela Rússia e outros governos, de tentar reverter décadas de progresso civilizacional.
  • Segundo Agnès Callamard, estados poderosos usam o género para justificar repressão e leis punitivas, enquanto empresas disseminam narrativas de ódio e desinformação, reduzindo o espaço cívico.
  • A diretora refere o caso Jeffrey Epstein, mencionando redes globais de homens poderosos envolvidos em exploração sexual e abuso de mulheres e meninas, com impunidade que corrói governos e mercados.
  • A CSW70 é vista como oportunidade para defensoras dos direitos humanos resistirem a ataques sistémicos, organizarem ações coletivas e garantirem mecanismos de responsabilização.

Amnistia Internacional pediu ações urgentes para proteger os direitos das mulheres, em particular no contexto da Comissão sobre o Estatuto da Mulher deste ano. A organização destaca que a justiça de género está sob ataque globalmente, e que defensores dos direitos humanos enfrentam restrições de acesso em território norte-americano.

A responsável da ONG alerta para movimentos anti-direitos bem financiados e coordenados, com apoio indireto de vários governos, incluindo os Estados Unidos e a Rússia. A expressão de desinformação e narrativas de medo são instrumentos para retardar avanços em direitos das mulheres.

Além disso, documentos relacionados com o caso do condenado Jeffrey Epstein expuseram redes de homens poderosos na política, finanças e cultura. A Amnistia aponta para exploração sexual de mulheres e meninas, com impunidade a prevalecer em muitos setores, corroendo governos, mercados e sociedades.

A organização destaca que as sobreviventes enfrentam barreiras à verdade, reparação e compensação, agravadas pela divulgação não consensual de dados sensíveis. Persistem desigualdades estruturais, misoginia e impunidade que protegem abusadores e restringem direitos de género.

CSW70 como oportunidade

Para Callamard, a CSW70 é uma oportunidade crucial para defensores dos direitos humanos, ativistas e Estados-membros resistirem aos ataques sistémicos à justiça de género. O objetivo é identificar as forças por trás das violações, mobilizar ações coletivas e assegurar mecanismos de responsabilização funcionais, sem temer represálias.

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