- A Câmara de Lisboa prevê construir mais oito quilómetros de ciclovias até 2027 e projetar cerca de vinte e três quilómetros adicionais, conforme a proposta de Contrato de Mandato para Execução de Ciclovias 2026/2027.
- O contrato, no valor total de 6,32 milhões de euros, será celebrado com a EMEL — Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa, e ainda necessita de aprovação da Assembleia Municipal.
- A proposta foi aprovada com os votos a favor de PSD/CDS-PP/IL e da independente Ana Simões Silva, e com abstenção do PCP; PS, Livre, BE e Chega votaram contra.
- A cidade prevê intervenções estruturantes este ano, com mais de sete quilómetros de nova infraestrutura, incluindo 1,2 km no Viaduto de Pedrouços, e empreitadas em 2027, como no Viaduto de Alcântara.
- O projeto total de quase 23 km envolve um eixo ribeirinho entre Algés e Santa Apolónia e intervenções em várias zonas (Avenida da Índia, Portas de Benfica, Carolina Michaelis, Lumiar, Avenidas Novas); o PSD/CDS-PP/IL e aliados dizem que é menos ambicioso que o anterior.
A Câmara de Lisboa prevê construir mais oito quilómetros de ciclovias até 2027 e projetar cerca de 23 km como parte de uma nova frente de intervenção na rede ciclável. A medida foi aprovada nesta quarta-feira pela maioria PSD/CDS-PP/IL, com votos contra do PS, Livre, BE e Chega. O processo envolve o contrato de mandato com a EMEL, no valor total de 6,32 milhões de euros, ainda por submeter à Assembleia Municipal.
O executivo municipal, em reunião privada, discutiu o acordo para os anos 2026/2027, cuja execução inclui intervenções estruturais ao longo deste ano, com mais de 7 km de nova infraestrutura a concluir. Destaca-se o Viaduto de Pedrouços, com 1,2 km, e projetos para 2027, incluindo o Viaduto de Alcântara. O objetivo é subir o total executado para mais de 8 km.
O contrato prevê ainda um conjunto abrangente de projetos para o futuro da rede, num total de cerca de 23 km. Entre as prioridades estão o eixo ribeirinho entre Algés e Santa Apolónia e intervenções na Avenida da Índia, Portas de Benfica, Carolina Michaelis, Lumiar e Avenidas Novas.
Conteúdo do contrato e metas
A proposta de Contrato de Mandato para Execução de Ciclovias 2026/2027, que ainda depende da Assembleia Municipal, visa consolidar uma rede que permita lançar intervenções relevantes ainda este ano e planeamento para 2027, com foco na expansão de vias dedicadas.
Reações e posições
O PS afirmou que o contrato reflete falta de ambição, apontando que 5,51 milhões de euros correspondem a projetos já previstos para 2025, deixando apenas 814 mil euros para novos empreendimentos. O Partido Livre e o BE repetiram críticas ao corte de investimento.
O PCP absteve-se, considerando o texto insuficiente para o desenvolvimento da rede, embora tenha reconhecido que rejeitar o contrato impediria mesmo o que já está previsto. O Chega manteve posição contrária à expansão, acusando os demais de ideologia e defendendo a redução de ciclovias existentes.
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