- Um soldado francês morreu numa ataque na região de Erbil, no Curdistão iraquiano, conforme anunciou o presidente Emmanuel Macron.
- Macron afirmou que vários soldados ficaram feridos e não indicou quem conduziu o ataque, considerado inaceitável.
- Um grupo pró-iraniano no Iraque alertou que interesses franceses no Iraque e na região ficariam sob fogo cerrado, após a chegada de um porta-aviões francês.
- As forças sauditas intercetaram mais de vinte e oito drones, com ataques envolvendo o espaço aéreo do país e tentativas de atingir o campo petrolífero de Shaybah.
- O Irão lançou drones e mísseis contra diversos países com presença militar, elevando tensões na região, com impactos no transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz.
Um soldado francês morreu numa operação no Curdistão iraquiano, anunciou o presidente Emmanuel Macron na sexta-feira. A confirmação ocorre numa escalada do conflito no Médio Oriente, que envolve forças internacionais contra facções pró-iranianas.
Macron indicou que o militar faleceu durante um ataque na região de Erbil. Diversos soldados ficaram feridos, e o chefe de Estado francês não especificou quem esteve por trás do ataque. O presidente apelou à contenção e rejeitou que a guerra no Irão justifique o ataque.
Um grupo pró-iraniano no Iraque afirmou que os interesses franceses no Iraque estariam sob fogo após a chegada de um porta-aviões francês. A afirmação surge numa conjuntura de tensões crescentes entre potências da região e aliados dos EUA.
Interceptações e impacto regional
Na sexta-feira, as forças sauditas interceptaram mais de 28 drones ao longo do território, segundo o seu ministério da Defesa. Os ataques ocorreram num contexto de lançamentos de mísseis e drones a partir do Irão contra vários alvos na região.
As autoridades israelitas reportaram disparos de mísseis oriundos do Irão, com sistemas de defesa a interceptar as ameaças. Paralelamente, um avião americano KC-135 despenhou-se no oeste do Iraque; nenhum fogo hostil foi registrado segundo o CENTCOM.
A Arábia Saudita informou que doze drones foram interceptados após entrarem no espaço aéreo. Outras operações apontaram para abatimentos de nove e sete drones em diferentes momentos. Shaybah, o campo petrolífero, tem sido alvo de ataques nos últimos dias.
Contexto internacional e mercado
O Irão anunciou medidas para perturbar mercados globais de energia, em retaliação aos ataques de Estados Unidos e de Israel. A rede de ataques utiliza drones e mísseis contra alvos com presença militar da coligação internacional anti-jihadista.
Os preços do petróleo permaneceram acima de 100 dólares o barril, com a Agência Internacional de Energia a alertar para a possibilidade de uma dispersão de fornecimentos sem precedentes. A violência persiste, elevando incertezas económicas na região.
O líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, prometeu vinganças pelas baixas iranianas durante a Guerra. A comunicação estatal mencionou ferimentos no próprio Khamenei, cuja localização não foi confirmada.
O conflito amplia-se sem sinais de arrefecimento, enquanto múltiplas partes mantêm operações militares e reação internacional permanece agressiva, com impacto direto em comércio, energia e segurança regional.
Entre na conversa da comunidade