- O Irão pediu a evacuação de três portos nos Emirados Árabes Unidos e ameaçou alargar a sua campanha, depois de o Bahrein, Arábia Saudita e Emirados anunciarem que iam interceptar projéteis que se aproximavam.
- A Arábia Saudita disse ter interceptado e destruído dez drones que sobrevoavam Riade e a região oriental do reino.
- O Bahrein afirmou ter intercetado cento e vinte e cinco mísseis e duzentos e três drones desde o início dos ataques.
- As corridas de Fórmula 1 marcadas para abril no Bahrein e na Arábia Saudita foram canceladas devido ao conflito.
- Um drone iraniano intercetado deixou destroços que atingiram uma instalação petrolífera em Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, gerando fogo e fumo; os detalhes sobre o local não foram especificados.
O Irão ameaçou alargar a sua campanha e pediu a evacuação de três grandes portos nos Emirados Árabes Unidos, numa escalada de retórica que seguiu ataques e contramedidas entre Teerão e o bloco Ocidente. Os países do Golfo responderam com avisos públicos de interceptação de projéteis que se aproximavam. A escalada intensificou-se num momento em que o petróleo permanece sensível ao desequilíbrio regional.
No sábado, o Irão acusou os EUA de utilizar portos e docas dos Emirados para lançar ataques contra a ilha de Kharg, onde fica o principal terminal de exportação iraniano. Washington negou envolvimento direto e não disponibilizou provas. Os EUA não confirmaram nem negaram ações militares contra o Irão nesta fase.
O Bahrein, a Arábia Saudita e os Emirados anunciaram interceptações a alvos atingidos a partir do Irão, com fumo visível em várias áreas. A Arábia Saudita afirmou ter destruído 10 drones sobre Riade e a região oriental. O Bahrein indicou ter interceptado 125 mísseis e 203 drones desde o início do conflito.
Os acontecimentos levaram ao cancelamento de corridas de Fórmula 1 previstas para abril no Bahrein e na Arábia Saudita, segundo o organismo que regula o desporto motorizado. Fontes oficiais não detalharam locais de danos ou vítimas adicionais.
A escalada também afetou mercados, com o preço do petróleo a oscilar em resposta ao temor de interrupções de abastecimento no Estreito de Ormuz. Organizações internacionais pedem contenção e observância do direito internacional para evitar um embate mais amplo.
Apesar dos ataques, muitos países do Golfo que acolhem bases dos EUA negam ter autorizado operações contra o Irão. O contencioso entre Teerão e Washington continua a dominar a região, com relatos conflitantes sobre a extensão das hostilidades e a cooperação regional.
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