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Marinha reabre processos disciplinares no NRP Mondego após sanções anuladas

Marinha reabre, em reinstrução, processos disciplinares de militares do NRP Mondego após anulação de sanções pelo Supremo Tribunal Administrativo

Marinha Portuguesa
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  • Em 11 de março de 2023, o NRP Mondego falhou uma missão de acompanhamento de um navio russo a norte de Porto Santo, com quatro sargentos e nove praças a recusarem embarcar.
  • A Marinha abriu processos disciplinares e comunicou à Polícia Judiciária Militar (PJM) no âmbito de um inquérito criminal; a reabertura visa reinstruir o processo único.
  • Em abril de 2024, foram impostas suspensões entre dez e noventa dias aos militares envolvidos.
  • Em maio do ano passado, o Supremo Tribunal Administrativo declarou ilícitas as sanções aplicadas pela Marinha.
  • O acórdão do Supremo, datado de 30 de abril, negou provimento ao recurso da Marinha, mantendo a nulidade das sanções, e a Marinha procede agora à reinstrução do processo disciplinar para apurar infrações.

A Marinha decidiu reabrir os processos disciplinares contra militares do NRP Mondego, após a anulação das sanções aplicadas em 2023. A medida envolve o conjunto de militares que se recusaram a embarcar na embarcação em março de 2023, numa operação de acompanhamento de um navio russo a norte de Porto Santo, Madeira.

A reabertura foi avançada pelo jornal Público e confirmada pela Lusa através do porta-voz da Armada. O objetivo é reinstruir o processo único, corrigindo vícios de procedimentos identificados pelo Tribunal Central Administrativo Sul e pelo Supremo Tribunal Administrativo, para apurar, no pleno respeito da lei, se houve infrações disciplinares.

Contexto do caso

Em 11 de março de 2023, quatro sargentos e nove praças recusaram-se a embarcar no Mondego, alegando razões de segurança. A Marinha acionou a Polícia Judiciária Militar e instaurou processos disciplinares contra os 11 militares visados.

Andamento judicial

Entre abril de 2024, foi decidido suspender entre 10 e 90 dias os militares. Em maio de 2024, o STA declarou ilícitas as sanções aplicadas pela Marinha, dirigindo críticas à atuação da época sob a liderança do então Chefe do Estado-Mior da Armada, almirante Henrique Gouveia e Melo.

Implicações atuais

O acórdão do STA, de 30 de abril, negou provimento ao recurso da Marinha e identificou vícios no processo sancionatório, que resultaram na nulidade da decisão. Com a reinstrução, a Marinha procura confirmar se houve infrações disciplinares, mantendo o processo dentro das normas legais.

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