- A Comissão Europeia vai aprovar, na quarta-feira, o plano de Portugal para aceder a 5,8 mil milhões de euros em empréstimos a condições favoráveis para investir em capacidades de defesa.
- O Instrumento de Ação para a Segurança da Europa (SAFE) pode disponibilizar até 150 mil milhões de euros em empréstimos a longo prazo para defesa, com execução até 2030.
- Bruxelas planeia aprovar metade dos planos de defesa dos Estados-membros já esta semana, incluindo Portugal; Roménia, Bélgica, Bulgária, Chipre, Dinamarca, Espanha e Croácia integram a lista de aprovados.
- O ano de 2025 ficou marcado por financiamento recorde à defesa, com mais verbas atribuídas do que nos dez anos anteriores.
- A presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, destacou que a prioridade imediata é a Ucrânia, com apoio de aliados, e elogiou a rapidez do processo e a participação dos Estados Unidos na verificação e monitorização.
A Comissão Europeia vai aprovar, na quarta-feira, o plano de Portugal para aceder a 5,8 mil milhões de euros em empréstimos a condições favoráveis para investir em capacidades de defesa. A decisão é parte de um conjunto de planos que Bruxelas pretende desbloquear entre 8 países.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, revelou que se pretende aprovar metade dos planos dos Estados-membros já nesta semana. Entre eles, consta o de Portugal, segundo fontes comunitárias citadas pela Lusa.
O SAFE, Instrumento de Ação para a Segurança da Europa, permite empréstimos de até 150 mil milhões de euros a condições favoráveis para reforçar a defesa europeia. Os empréstimos devem ser executados até 2030 para aquisições urgentes e de grande escala.
Aprovação prevista em Bruxelas
Von der Leyen destacou que o ano de 2025 ficou marcado pelo maior financiamento já atribuído à defesa num único ano, acelerando o processo de aquisição de capacidades. O objetivo é responder a necessidades estratégicas dos Estados-membros.
A responsável referiu ainda o contexto da guerra na Ucrânia, sublinhando que as forças ucranianas constituem a primeira linha de defesa, com apoio de aliados. O envolvimento dos Estados Unidos é visto como essencial na verificação, monitorização e salvaguarda das garantias.
Os planos aprovados vão acelerar investimentos em defesa até 2030, com uma coordenação mais estreita entre os Estados da UE. O conjunto de financiamentos reflete negociações longas entre Ucrânia, Europa, Estados Unidos e a Coligação da boa vontade.
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